BEM-ESTAR ANIMAL

Cattani dispara contra proibição de método usado na produção de foie gras; veja o vídeo

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Cattani dispara contra proibição de método usado na produção de foie gras; veja o vídeo
O deputado estadual Gilberto Cattani - Foto: Secom-AL

Deputado afirmou que medida representa ataque ao agronegócio, embora a lei proíba apenas a alimentação forçada de aves

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a sanção da lei que proíbe, em todo o país, a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a medida representa mais um ataque do Governo Federal ao setor produtivo.

Durante a manifestação, Cattani direcionou as críticas ao presidente, mas não mencionou que a proposta teve origem no Senado por iniciativa do senador Eduardo Girão (Novo-CE), integrante da oposição ao governo. O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional antes de seguir para a sanção presidencial.

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A legislação atinge principalmente a produção de foie gras, iguaria da
culinária francesa elaborada com o fígado de patos e gansos submetidos ao
método conhecido como gavage. A técnica consiste na introdução de um tubo no esôfago da ave para forçar a ingestão de grandes quantidades de alimento, provocando o aumento artificial do fígado.

Em seu pronunciamento, Cattani afirmou que a nova lei inviabilizaria a criação de patos, marrecos e gansos, embora o texto legal não proíba a criação ou o consumo dessas aves. A vedação se restringe ao uso da alimentação forçada para obtenção do fígado hipertrofiado.

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"Esse povo parece que levanta de manhã, todo dia, pensando em qual setor da agricultura vai massacrar. Dessa vez foram os produtores de pato, marreco e ganso. Estão lascados", declarou o deputado em vídeo divulgado nas redes sociais.

O projeto começou a tramitar em 2022, quando recebeu aval da Comissão de Meio Ambiente do Senado. Posteriormente, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, em abril deste ano, e encaminhado para sanção presidencial.

A nova legislação passa a valer 180 dias após sua publicação. Quem descumprir as regras poderá responder pelas penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais, incluindo detenção de três meses a um ano, aplicação de multa e sanções administrativas, como apreensão de animais e produtos, suspensão da fabricação e comercialização, embargo das atividades e inutilização dos itens produzidos.