O ex-governador diz que todos os convencionais votaram livremente e atribui reação do senador ao resultado da disputa interna
O ex-governador Mauro Mendes (União) reagiu às críticas feitas pelo senador Jayme Campos (União) após a convenção estadual do partido que definiu o apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Para Mauro, as acusações de que o processo teria sido conduzido de forma "draconiana", "desonesta" e "nada republicana" não condizem com o que ocorreu durante a votação.
Segundo o ex-governador, a convenção respeitou integralmente as normas internas da legenda e foi realizada de acordo com o regulamento aprovado pela direção nacional do União Brasil.
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"Olha, eu lamento que o senador Jayme tenha dito isso, lamento profundamente, mas nada disso foi visto aqui hoje. Tudo o que aconteceu seguiu absolutamente o regulamento eleitoral do partido, uma resolução que nós publicamos e foi validada pela nacional do partido e ela foi muito transparente", afirmou.
Mauro ressaltou que todos os convencionais tiveram liberdade para manifestar suas posições por meio do voto e disse que as declarações do senador não encontram respaldo nos fatos registrados durante a convenção.
"Todos os convencionais foram lá, votaram, expressaram o seu voto. Tenho o que dizer, porque tem que dizer claramente e não dizer sobre essa subjetividade que não tem âncora na verdade", declarou.
A votação terminou com a vitória do grupo favorável à aliança com Pivetta. A proposta recebeu 30 votos, enquanto a tese defendida por Jayme Campos, de candidatura própria do União Brasil ao Governo de Mato Grosso, obteve 19 votos. Também foram registrados um voto nulo e uma ausência.
Após o resultado, Jayme afirmou que pretende se afastar das disputas eleitorais e criticou a forma como a convenção foi conduzida. Na avaliação do senador, o resultado refletiu o peso político e econômico do grupo vencedor, embora tenha afirmado respeitar a decisão da maioria dos convencionais.
Mauro, por sua vez, disse acreditar que ainda poderá dialogar com o correligionário e avaliou que o descontentamento faz parte de um processo interno de disputa.
"Olha, conversas na política elas são sempre saudáveis, é possível que hajam conversas de hoje em diante, e é natural que quem perca um processo de disputa tenha algum nível de ressentimento", comentou.
Questionado sobre a possibilidade de Jayme apoiar outro candidato ao Palácio Paiaguás, o ex-governador afirmou que essa é uma decisão de caráter pessoal e que os partidos não têm poder para impor esse tipo de comportamento aos seus filiados, desde que sejam respeitadas as regras da legislação eleitoral.
"Olha, as pessoas são livres, todos nós somos livres, os partidos não vinculam, o partido não tem esse poder de determinar a qualquer um dos seus membros o que façam ou deixam de fazer. Se você é candidato e está dentro de um processo eleitoral, você segue as regras da lei eleitoral brasileira. Fora disso, o cidadão é livre, ele faz o que quer, isso é democracia, não há opção de preservar esse valor democrático", concluiu.