Diretor-presidente do DAE afirma que foi surpreendido pelas imagens, nega irregularidades na autarquia e pede que MP e Tribunal de Contas analisem a documentação
O diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e vereador licenciado, Rogerinho Dakar (PSDB), se manifestou nesta segunda-feira (10) após a divulgação de imagens nas quais aparece recebendo maços de dinheiro e uma sacola contendo outras cédulas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor afirmou ter sido surpreendido pela repercussão das imagens e defendeu que os órgãos de fiscalização analisem os documentos e procedimentos do DAE. Ele também colocou o próprio sigilo bancário e o de familiares à disposição para eventual apuração.
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“Fui pego de surpresa em um vídeo que está nas redes sociais. Quero dizer a toda a população que eu sou empresário há muitos anos, realmente já fiz várias transações comerciais”, afirmou.
As imagens foram divulgadas pela reportagem do Olhar Direto nesta segunda-feira. No registro, Rogerinho aparece dentro de uma sala conversando com um homem e recebendo dinheiro. Em determinado momento, ele guarda parte das notas no bolso e, posteriormente, recebe uma sacola aparentemente contendo uma quantidade maior de cédulas.
Até o momento, não há informação sobre o valor total que aparece no vídeo, a origem do dinheiro ou quando as imagens foram gravadas.
Ao comentar a repercussão, Rogerinho afirmou que sua atuação empresarial envolve transações comerciais realizadas ao longo dos anos. No entanto, ele não detalhou no pronunciamento qual seria a finalidade dos valores registrados nas imagens.
O gestor também procurou desvincular o episódio de sua atuação à frente do DAE e destacou medidas adotadas durante os cinco meses em que ocupa a presidência da autarquia.
“Enquanto presidente do DAE, estamos trabalhando com seriedade, com transparência. Em cinco meses já fizemos mais de 14 licitações”, declarou.
Rogerinho ainda solicitou que o Ministério Público e o Tribunal de Contas realizem uma análise dos documentos relacionados à administração do departamento. Segundo ele, a fiscalização poderia esclarecer eventuais dúvidas e demonstrar a regularidade dos procedimentos.
“Quero aqui pedir aos órgãos competentes, Ministério Público, Tribunal de Contas, que possam vir até o DAE, analisar todas as documentações para que a gente possa dar uma resposta mais rápida para a população, mostrando a lisura do nosso trabalho”, disse.
Durante o pronunciamento, o diretor-presidente também levantou dúvidas sobre o momento escolhido para a divulgação das imagens. Para ele, a associação do vídeo com sua atuação política e administrativa pode ter motivação relacionada ao atual cenário eleitoral.
“Agora me assusta, é num momento político desse, quem tem interesse em colocar essa vinculação em um vídeo”, afirmou.
Ao final da manifestação, Rogerinho reforçou que não se opõe a uma eventual investigação e afirmou estar disposto a fornecer informações financeiras pessoais e de familiares.
“Coloca à disposição meu sigilo bancário, meu e da minha família, coloca para mostrar a seriedade. Fico aqui o meu repúdio a isso”, declarou.
Até o momento, as imagens divulgadas não permitem identificar o valor recebido, a procedência das cédulas ou a finalidade da transação. O caso poderá ser esclarecido a partir de eventual análise dos documentos e demais elementos pelas autoridades competentes.