Ex-primeira-dama não citou a investigação diretamente, mas publicou mensagem religiosa horas após operação que atingiu seu grupo político
A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União Brasil), publicou uma mensagem de cunho religioso nas redes sociais nesta quinta-feira (6), horas após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que teve como um dos alvos ela e o marido, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), candidato ao Senado.
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A investigação conduzida pela PF apura suspeitas envolvendo um suposto esquema de desvio de recursos públicos estimado em R$ 308 milhões, relacionado a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.
Na publicação, Virginia compartilhou a oração de São Bento e afirmou permanecer protegida pela Santa Cruz. Embora não tenha citado a operação ou os investigadores, a ex-primeira-dama utilizou referências religiosas sobre uma suposta batalha entre forças do bem e do mal, pedindo afastamento de qualquer mal.
Ao final da mensagem, escreveu a expressão "Vade retro, Satana!" e reproduziu um trecho tradicional da oração: “Retira-te, Satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo os teus venenos”.
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou uma operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e determinadas medidas cautelares contra investigados.
Além de Virginia e Mauro Mendes, a Operação Heritage também alcançou outros nomes ligados ao cenário político e jurídico de Mato Grosso, entre eles o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), ex-chefe da Casa Civil; a irmã dele, Fabíola Paulino Garcia, subprocuradora-geral Administrativa e de Controle Interno da Procuradoria-Geral do Estado (PGE); o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT); e o advogado Ulisses Rabaneda, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As suspeitas investigadas pela Polícia Federal ainda estão em fase de apuração e não representam condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade criminal dos envolvidos.