DEBOCHANDO DA POLÍCIA FEDERAL

Após operação da PF, Faissal ironiza suposta apreensão de Rolex e vídeo viraliza; veja

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Após operação da PF, Faissal ironiza suposta apreensão de Rolex e vídeo viraliza; veja
Foto: Reprodução


Parlamentar reage com deboche horas depois de ser alvo da PF; postagem divide opiniões e amplia desgaste em meio a investigação sobre venda de sentenças

Alvo de uma operação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro em Mato Grosso, o deputado estadual Faissal Calil adotou um tom provocativo ao se manifestar publicamente após a ação. Na noite de segunda-feira (8), poucas horas depois de ser alvo de mandado de busca e apreensão, o parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais para rebater rumores de que um relógio de luxo da marca Rolex teria sido recolhido em sua casa.

“Que horas são no meu Rolex?”, diz Faissal na gravação, exibindo o acessório e rindo. Em seguida, completa: “O povo mente mesmo, hein?”

O vídeo rapidamente ganhou tração e passou a circular em diferentes plataformas, gerando reações opostas. Parte dos seguidores interpretou a publicação como uma resposta direta às especulações. Já outros classificaram a atitude como inadequada diante da gravidade das investigações.

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A operação da PF mira um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais, com indícios de envolvimento de agentes públicos e operadores do sistema de Justiça em Mato Grosso. Entre os itens apreendidos em outros alvos estão armas de fogo, como fuzil e pistola, além de objetos de alto valor. Faissal afirma que, em sua residência, os agentes federais recolheram apenas seu telefone celular.

Nos bastidores, a postura adotada pelo deputado também gerou questionamentos. Em um cenário de pressão por transparência e responsabilidade institucional, o uso de ironia em meio a uma investigação sensível acabou ampliando o debate — não apenas sobre o conteúdo das denúncias, mas sobre a forma como autoridades públicas reagem a elas.

Embora o fato de ser alvo de busca e apreensão não implique culpa e o parlamentar tenha direito à presunção de inocência, o episódio adiciona mais um elemento de desgaste político em um caso que já mobiliza atenção no estado.

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