“PODE IR LÁ”

Abilio diz que Prefeitura não teme investigação e autoriza autoridades a fazer operações

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Abilio diz que Prefeitura não teme investigação e autoriza autoridades a fazer operações
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini - Foto: Reprodução / Fagner Alexandre

Prefeito afirma que município está à disposição das autoridades e defende investigações sem seletividade, ele ainda afirmou que os documentos, computadores e outros materiais estão à disposição dos órgãos de controle

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a Prefeitura está à disposição dos órgãos de investigação e que não pretende criar obstáculos caso autoridades decidam realizar operações ou diligências dentro da administração municipal. Segundo ele, documentos, computadores e outros materiais eventualmente solicitados poderão ser disponibilizados para auxiliar as apurações.

Durante declaração sobre o assunto, Abilio afirmou que qualquer órgão competente pode atuar na Prefeitura quando houver necessidade de investigação.

“Qualquer um que quiser fazer uma operação no município de Cuiabá pode ir lá a qualquer hora do dia”, declarou.

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O prefeito também mencionou que o município possui acordos de cooperação com órgãos de segurança e disse não ver razão para impedir o acesso das autoridades a informações ou equipamentos necessários para esclarecer eventuais suspeitas.

Abilio estendeu o posicionamento para possíveis diligências em sua residência. Para ele, se houver uma investigação formal e justificativa para uma medida desse tipo, não haveria motivo para resistência.

“Nós não temos preocupação com isso. Ah, mas tem que ir lá na minha casa. Tranquilo, não tem problema nenhum. Pode ir”, afirmou.

Apesar de defender a atuação dos órgãos de controle e segurança, Abilio fez uma ressalva em relação à forma como determinadas operações são conduzidas. Na avaliação do prefeito, uma investigação deve ter finalidade concreta e não ser utilizada apenas para gerar exposição dos envolvidos.

Ele criticou o que classificou como transformação de operações policiais em “espetáculo”, especialmente durante o período eleitoral.

O prefeito afirmou que, caso exista uma razão efetiva para uma operação, a medida deve ser cumprida, mas questionou ações que, segundo ele, poderiam resultar em grande exposição sem produzir elementos relevantes para a investigação.

“Se há necessidade de fazer uma operação para ir na casa do cara às seis horas da manhã, faça. Mas não chega lá e pega só o passaporte do cara e vai embora”, disse.

Na mesma linha, Abilio argumentou que, quando um documento específico é necessário para uma investigação, ele poderia ser solicitado diretamente, sem a necessidade de uma ação de grande repercussão.

O prefeito também avaliou que operações envolvendo órgãos públicos podem ocorrer mesmo em período eleitoral e afirmou que não descarta a possibilidade de a própria Prefeitura ser alvo de uma investigação durante a campanha.

“Pode acontecer de uma operação na Prefeitura de Cuiabá simplesmente por causa do processo eleitoral? Pode”, declarou.

A afirmação veio acompanhada de uma crítica à possibilidade de uso seletivo de investigações com finalidade política. Para Abilio, a fiscalização deve alcançar diferentes grupos e situações, sem distinção de acordo com interesses eleitorais.

Ao comentar as suspeitas relacionadas à Secretaria Municipal de Educação, Abilio afirmou que foi ele quem encaminhou o caso aos órgãos de controle.

Segundo o prefeito, uma eventual operação ou investigação decorrente da denúncia seria legítima, já que o próprio município teria provocado a atuação das autoridades.

“Nós que denunciamos a suspeita da Secretaria de Educação. Eu que fui lá e protocolei a denúncia. Se eu não falo, nenhum ia ficar sabendo”, afirmou.

Abilio também defendeu que eventuais apurações sejam realizadas de maneira abrangente, incluindo a movimentação financeira relacionada às campanhas eleitorais.

Para o prefeito, caso existam suspeitas que justifiquem uma investigação, os órgãos responsáveis devem aprofundar a apuração.