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A 97 km/h: laudo revela velocidade de Land Rover que matou menino de 4 anos em Sorriso

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A 97 km/h: laudo revela velocidade de Land Rover que matou menino de 4 anos em Sorriso
Foto: reprodução/montagem

Perícia indica velocidade muito acima do limite da Avenida Blumenau; motorista está preso preventivamente e é investigado por homicídio e duas tentativas de homicídio

Um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a Land Rover conduzida por Gabriel Dombski Welter, de 21 anos, trafegava a aproximadamente 97 km/h no trecho imediatamente anterior à colisão que matou Gabriel Gustavo dos Santos da Fontoura, de 4 anos, em Sorriso. O acidente aconteceu na noite de 12 de julho, na Avenida Blumenau.

Segundo o documento pericial, a velocidade média estimada do veículo foi de 96,899 km/h, com intervalo de confiança de 95% entre 96,554 km/h e 97,244 km/h.

A perícia também apontou que o limite de velocidade na Avenida Blumenau varia entre 30 km/h e 40 km/h, conforme o trecho. Com isso, a Land Rover estaria trafegando a uma velocidade superior ao limite permitido para a via.

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Entenda o caso

Na noite do acidente, Gabriel Gustavo estava no banco traseiro de um Fiat Palio, conduzido pelo pai, quando o veículo foi atingido violentamente na traseira pela Land Rover.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da colisão. Com o impacto, a criança sofreu ferimentos graves e não resistiu. Os pais também ficaram feridos.

O motorista da Land Rover permaneceu no local após a batida e prestou socorro às vítimas. Ele foi preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia.

Motorista tinha CNH suspensa

Outro elemento considerado pela Justiça foi o fato de Gabriel Dombski Welter estar dirigindo com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa em razão de uma infração anterior relacionada à embriaguez ao volante.

Segundo informações apresentadas durante a investigação, ele também teria se recusado a realizar o teste do bafômetro após a colisão. A Polícia Civil apontou ainda indícios de que ele havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente.

Entretanto, um exame toxicológico posteriormente apresentado pela defesa não detectou etanol no sangue do motorista. O resultado foi usado pelos advogados para tentar obter a liberdade, mas a Justiça entendeu que o exame, isoladamente, não afastava outras hipóteses investigadas no caso.

Prisão preventiva foi mantida

Em agosto, Gabriel Dombski Welter foi preso em flagrante após o acidente mas o Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva. O desembargador Agamenon Alcântara Moreno Júnior avaliou que a ausência de álcool no exame não era suficiente para afastar, neste momento, a possibilidade de dolo eventual.

Para a Justiça, o fato de o motorista ter conduzido o veículo enquanto estava com o direito de dirigir suspenso, aliado às demais circunstâncias investigadas, justificava a manutenção da prisão.

O caso ainda está em tramitação. Gabriel Dombski Welter é investigado por homicídio doloso pela morte da criança e duas tentativas de homicídio em relação aos adultos que estavam no veículo atingido. A definição sobre eventual dolo eventual ou culpa dependerá do andamento do processo e da análise das provas.