Candidato afirmou que encerra a campanha com sentimento de dever cumprido
O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) votou na manhã deste domingo (4), em Rondonópolis, acompanhado da esposa, Mariene Fagundes, e do neto João Francisco. Após deixar a urna na Escola Estadual Adolfo Augusto de Moraes, o senador demonstrou confiança no resultado e afirmou que a decisão dos eleitores deverá ser respeitada.
Em entrevista depois da votação, Wellington iniciou o balanço da campanha agradecendo à família, aos apoiadores, militantes e profissionais da imprensa que acompanharam o processo eleitoral. Também mencionou o candidato a vice-governador em sua chapa, Reinaldo Morais.
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“Uma jornada que eu tive muito apoio e aí eu agradeço a minha família, Marilene, o Reinaldo Morais, a Eliane e a todos aqueles militantes que estiveram conosco, a vocês da comunicação, jornalistas, porque foi um momento extremamente democrático”, afirmou.
Vídeo: Assessoria
O candidato disse chegar ao dia da votação confiante e aproveitou a entrevista para reafirmar o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
“Eu estou extremamente confiante. Primeiro, o nosso maior projeto é a eleição de Flávio Bolsonaro 22”, declarou.
Wellington também voltou a mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro ao falar sobre sua trajetória dentro do Partido Liberal. Segundo o senador, que afirmou ter quatro décadas de filiação partidária, a presença de Bolsonaro contribuiu para ampliar a legenda.
“Na minha militância de 40 anos filiado ao PL, sempre lutei para o engrandecimento, o fortalecimento do nosso Partido Liberal. Com a vinda do Bolsonaro, hoje é o maior partido do Brasil”, disse.
Na mesma entrevista, o candidato manifestou apoio aos nomes que integram a aliança eleitoral da qual participa. Entre eles, citou os candidatos ao Senado José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB), além dos concorrentes a deputado federal e estadual ligados à coligação.
Ao falar sobre o futuro de Mato Grosso, Wellington afirmou que pretende ver as riquezas produzidas pelo Estado alcançarem uma parcela maior da população e defendeu atenção principalmente às pessoas que dependem de políticas públicas.
“Que o Estado seja um Estado de oportunidade para todos. Essa riqueza que nós temos aqui, que Deus nos deu, não pode ficar restrita a poucos. Hoje, principalmente, o mais humilde, aquele que mais precisa, é o que precisa da mão do Estado”, afirmou.
O senador evitou prolongar as críticas feitas durante a campanha e disse que o domingo deveria ser dedicado à votação e ao reconhecimento do processo democrático.
“As críticas foram feitas durante a campanha. Agora é dia da eleição, agora é dia de agradecer”, declarou.
Ao tratar diretamente do resultado, afirmou que a decisão expressa nas urnas deverá prevalecer independentemente do desfecho da disputa.
“Os resultados das urnas, esse sim, será o soberano da vontade popular. E a vontade popular, ela não se deve contestar”, disse.
Segundo Wellington, avaliações mais detalhadas sobre o resultado eleitoral deverão ser feitas somente depois do encerramento da votação e do avanço da apuração.
A presença da família também ganhou espaço na entrevista. Questionado sobre a participação da esposa em sua trajetória política, Wellington recordou que os dois estão juntos há mais de 50 anos e que Mariene o acompanha desde disputas ainda no período universitário.
Segundo o candidato, a primeira experiência ocorreu na eleição de uma comissão de formatura. Depois vieram atividades na Associação Comercial e, em 1990, sua primeira campanha eleitoral.
“Então, de lá para cá, foram 10 campanhas. E sempre eu digo, né? Quando a gente ganha, tem que ter mais humildade do que quando perde”, afirmou.
Wellington classificou a atual campanha como mais uma oportunidade de aprendizado e destacou o contato com os eleitores durante as agendas realizadas pelo Estado.
“Essa campanha para mim foi mais uma campanha formidável, porque mais uma oportunidade de aprender muito. E principalmente, a gente aprende ouvindo”, declarou.
Ao falar sobre os momentos finais antes da definição nas urnas, afirmou ter lembrado das pessoas que encontrou durante a campanha e das expectativas apresentadas pela população.
“Esse é o momento que a gente pensa em Deus, pensa em todos os momentos da campanha, pensa nas pessoas que nos abraçaram e na esperança da população, na esperança de dias melhores”, disse.
O candidato encerrou a entrevista fazendo um apelo para que os eleitores participem da votação e evitem votos brancos ou nulos.
“Todos aqueles que participaram do processo eleitoral, todos, merecem o respeito”, afirmou.
Wellington disputa o Governo pelo número 22. A relação oficial do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) confirma seis candidaturas ao Palácio Paiaguás neste primeiro turno.