Candidato ao Governo de Mato Grosso afirma que ministro deveria se afastar enquanto denúncias são apuradas
O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) voltou a defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Segundo Wellington, Moraes deveria se afastar do cargo enquanto as informações envolvendo o ministro e o empresário são analisadas pelas autoridades.
“Desde 2024, defendi o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. E novamente já assinei um requerimento, porque está provado que o ministro excedeu em alguns aspectos”, afirmou o candidato.
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Wellington também defendeu que o eventual afastamento permitiria que as denúncias fossem analisadas sem interferências.
“No mínimo ele deveria se afastar para que pudesse ser julgado tudo e com serenidade as coisas serem claras”, declarou.
O senador ainda criticou o que considera existir uma diferença de tratamento entre autoridades e cidadãos comuns. “O que o cidadão não aceita é que o grande tem direito e o pequeno fica sofrendo”, afirmou.
Mensagens de Vorcaro estão no centro da crise
O caso ganhou novos desdobramentos após um relatório da Polícia Federal reunir mensagens e registros de contatos entre Daniel Vorcaro e autoridades, incluindo Alexandre de Moraes. O material indica que o ex-banqueiro procurou o ministro em meio às dificuldades enfrentadas pelo Banco Master e às investigações envolvendo a instituição.
Entre os elementos analisados está um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Segundo a PF, foram identificadas alterações nos metadados do documento que apontam para a participação de Moraes na edição da versão final do contrato.
O escritório de Viviane Barci de Moraes afirmou que consultou o ministro para verificar eventual conflito de interesses e sustentou que não havia impedimento legal para a prestação dos serviços. Moraes, por sua vez, nega irregularidades e classificou as acusações como falsas.
O relatório da PF está no centro de uma nova crise interna no Supremo. O ministro André Mendonça liberou o material para julgamento, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, deverá definir os próximos encaminhamentos. A Procuradoria-Geral da República também foi chamada a se manifestar sobre o caso.
A eventual responsabilização de Moraes ainda depende da análise das autoridades competentes e do avanço das investigações.