Candidato afirma que problema está na distribuição e defende investimentos estruturais no município
O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), criticou nesta segunda-feira (24) a promessa do governador Otaviano Pivetta de solucionar a crise no abastecimento de água de Várzea Grande em curto prazo. Para o senador, o problema enfrentado pelo município é estrutural e não pode ser resolvido apenas com medidas emergenciais.
Em entrevista ao site VG Notícias, Wellington afirmou que a principal dificuldade está no sistema de distribuição, especialmente nas tubulações antigas, e não apenas na produção ou captação de água.
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Ao comentar a promessa de Pivetta, o candidato elevou o tom e classificou a declaração como uma tentativa de apresentar uma solução rápida para um problema que, segundo ele, se arrasta há anos.
“Um candidato que está há sete anos como vice-governador vir agora dizer que vai resolver o problema da água em poucos dias, não cola. Não adianta ele chorar lágrimas de crocodilo”, afirmou.
Segundo Wellington, aumentar a pressão da água na rede existente não seria suficiente para solucionar o problema. Ele explicou que as tubulações antigas podem não suportar a pressão e apresentar vazamentos, comprometendo ainda mais o abastecimento.
“Os canos antigos não aceitam pressão. Quanto mais aumenta a pressão para a água chegar, mais água acaba vazando para a terra”, disse.
Na avaliação do candidato, seria necessário substituir trechos da rede e realizar investimentos de maior porte, seguindo um planejamento de longo prazo.
Wellington defendeu a criação de um programa específico para enfrentar os problemas de saneamento e abastecimento de Várzea Grande durante os próximos anos. A proposta, segundo ele, envolveria a atuação conjunta do Governo do Estado, Prefeitura, Câmara Municipal e demais instituições.
“Várzea Grande precisa de um projeto para quatro anos, com investimento, planejamento e execução”, afirmou.
O candidato também citou sua participação nas articulações para retomada de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinados ao município.
Segundo Wellington, aproximadamente R$ 87 milhões foram liberados para obras de esgotamento sanitário. Ele afirmou que as tratativas para destravar os investimentos foram retomadas em 2025 e continuaram durante a atual gestão da prefeita Flávia Moretti.
“Desde 2025 estamos em audiência e batendo na porta de quem precisa, para destravar. E esse trabalho precisa continuar”, declarou.
Durante a entrevista, Wellington também informou que a Prefeitura de Várzea Grande aguarda uma autorização do Ministério das Cidades para prorrogar o convênio relacionado às obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Santa Maria.
De acordo com o candidato, a expectativa é que o órgão federal autorize ainda nesta semana um aditivo de 20 meses, permitindo a continuidade dos trabalhos e a conclusão da primeira etapa funcional da estação.
A articulação, segundo ele, envolve a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Viação e Obras e representantes que atuam junto ao Ministério das Cidades, em Brasília.
“Estamos trabalhando para que essa prorrogação seja autorizada ainda nesta semana”, afirmou Wellington.
O candidato disse ainda que continuará acompanhando o processo até a formalização do aditivo e a retomada dos trabalhos.
“Vamos continuar articulando e acompanhando de perto até que esse aditivo seja assinado e as obras sejam concluídas”, declarou.
Ao voltar a falar sobre a crise hídrica de Várzea Grande, Wellington afirmou que o município precisa de planejamento e investimentos contínuos, e não de medidas pontuais.
Para o candidato, a substituição da rede de distribuição é uma obra complexa, que exige recursos e execução por etapas.
“Não existe solução mágica para um problema dessa dimensão. O que existe é trabalho, planejamento, recurso e articulação”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à disputa eleitoral pelo Governo de Mato Grosso, que tem Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta entre os principais nomes colocados na corrida pelo Palácio Paiaguás.