A decisão que concedeu perdão judicial à professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, repercutiu até Mato Grosso e provocou reação do vereador policial federal Rafael Ranalli(PL), presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara de Cuiabá.
Em vídeo gravado, Ranalli afirmou que recebeu a notícia com indignação e classificou a decisão como um erro da Justiça. Segundo ele, Monique teve participação por omissão e negligência no caso que chocou o país.
"Não poderia deixar de expressar meu repúdio e indignação aos fatos de ontem, o perdão judicial à mãe do menino Henry Borel", declarou.
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O parlamentar também criticou os fundamentos utilizados pela magistrada responsável pela sentença. Sem citar diretamente o conteúdo da decisão, Ranalli afirmou que a Justiça estaria sendo influenciada por posicionamentos ideológicos.
"Infelizmente, a nossa Justiça agindo com ideologia, carregando bandeiras progressistas para embasar uma decisão que indignou todo o cidadão brasileiro de bem", disse.
Durante a manifestação, o vereador afirmou ainda que espera uma revisão da decisão e voltou a defender punição à mãe da criança.
"Espera-se que seja revisto, que seja feita justiça por essa criança", completou.
O caso voltou ao centro do debate nacional após o encerramento do julgamento que condenou o ex-vereador Dr. Jairinho a mais de 43 anos de prisão pela morte de Henry Borel. No mesmo julgamento, os jurados afastaram a acusação de homicídio doloso contra Monique Medeiros, que recebeu perdão judicial concedido pela juíza responsável pelo caso.
A decisão gerou manifestações contrárias em todo o país, especialmente nas redes sociais, onde o caso continua sendo um dos episódios criminais de maior repercussão da história recente do Brasil.