JUSTIÇA ELEITORAL

TRE-MT prevê até 700 registros de candidatura e afasta risco de excesso de processos

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TRE-MT prevê até 700 registros de candidatura e afasta risco de excesso de processos
Foto: Jeso Carneiro, Rádio Senado, Reprodução

Desembargadora Serly Marcondes afirma que a Corte tem capacidade para analisar os pedidos de candidatura e julgar ações eleitorais sem comprometer o calendário

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, afirmou que o órgão possui estrutura suficiente para conduzir o processo eleitoral de 2026 e que não há preocupação com um eventual acúmulo de processos durante o período de campanha.

A declaração foi feita na última quinta-feira (23), quando a magistrada explicou que a expectativa é de que aproximadamente 700 pedidos de registro de candidatura sejam protocolados junto à Justiça Eleitoral. Segundo ela, apenas uma parcela reduzida desses processos costuma ser contestada.

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Com base em levantamentos de pleitos anteriores, Serly destacou que cerca de 7% dos registros costumam gerar pedidos de impugnação, número que deve resultar em algo entre 40 e 50 ações. Na avaliação da presidente, esse volume pode ser absorvido sem comprometer o ritmo de julgamento do tribunal.

Ela explicou que, mesmo com as ações envolvendo propaganda eleitoral, a Corte possui um cronograma de sessões já estabelecido e capacidade para analisar dezenas de processos diariamente, o que garante tranquilidade na condução dos trabalhos.

Além da estrutura atual, o TRE-MT avalia a possibilidade de reforçar as equipes que atuam nos gabinetes dos juízes eleitorais. A medida está sendo discutida pela Presidência em conjunto com a Corregedoria Regional Eleitoral e poderá ser adotada caso o aumento das demandas torne necessário o apoio de novos servidores.

Apesar dessa possibilidade, Serly esclareceu que não há previsão de ampliação da equipe ligada diretamente à Presidência do tribunal. Segundo ela, a prioridade será direcionar recursos humanos aos gabinetes que eventualmente concentrem maior número de processos.

Ao comentar a preparação da Justiça Eleitoral para o pleito, a desembargadora afirmou que todo o planejamento é baseado em critérios técnicos e na cooperação entre os setores do tribunal, com foco na eficiência e na transparência.

A magistrada também ressaltou que o sistema eleitoral conta com mecanismos de fiscalização e auditoria capazes de garantir segurança ao processo. Para ela, o compromisso da instituição é assegurar eleições organizadas e confiáveis, sem alimentar discursos que apontem crises inexistentes.

"Nosso dever é prestar um serviço de qualidade à sociedade, atuando com responsabilidade, boa-fé e transparência. Trabalhamos para que todo o processo ocorra da forma mais segura e eficiente possível", concluiu.