TRATAMENTO INÉDITO

SUS inicia teste inédito com canetas emagrecedoras em hospitais federais para pacientes com obesidade grave

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SUS inicia teste inédito com canetas emagrecedoras em hospitais federais para pacientes com obesidade grave
Foto: Rafael Nascimento/MS

Projeto-piloto vai oferecer gratuitamente semaglutida a 250 pacientes que aguardam cirurgia bariátrica; estudo avaliará eficácia, custos e possível incorporação do medicamento à rede pública

O Ministério da Saúde deu um passo inédito no tratamento da obesidade no Brasil ao iniciar, nesta sexta-feira (26), um projeto-piloto que oferece gratuitamente a semaglutida, princípio ativo das chamadas "canetas emagrecedoras". para pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Batizado de Real-Bari, o estudo será desenvolvido no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e acompanhará 250 pacientes com obesidade grave que aguardam na fila por uma cirurgia bariátrica. O objetivo é avaliar se o uso do medicamento pode reduzir o peso dos pacientes, melhorar as condições clínicas antes da cirurgia e subsidiar uma futura incorporação da terapia ao SUS.

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Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Brasil é um dos primeiros países a testar esse tipo de tratamento em larga escala dentro da rede pública.

"O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Nesse primeiro momento, ela é muito importante para diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para o tratamento de cânceres", afirmou.

Quem poderá participar

Nesta fase inicial, o programa atenderá apenas pacientes que já fazem acompanhamento no Grupo Hospitalar Conceição e que preencham critérios específicos, como:

  • diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano;
  • estar na fila para cirurgia bariátrica;
  • não ter obtido resultados satisfatórios com dieta e atividade física por, no mínimo, dois meses;
  • conseguir aplicar a medicação sozinho ou contar com auxílio de um cuidador.

Durante dois anos, os pesquisadores irão acompanhar indicadores como perda de peso, qualidade de vida, resultados de exames, evolução após a cirurgia e o custo-benefício do tratamento.

A iniciativa poderá servir de base para que o Ministério da Saúde decida, futuramente, sobre a incorporação definitiva da semaglutida na lista de medicamentos oferecidos gratuitamente pelo SUS para pacientes com obesidade grave.