RUMO DE DERROTA

Avaliação do governo Lula enfrenta desgaste e divisão, apontam pesquisas recentes

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Avaliação do governo Lula enfrenta desgaste e divisão, apontam pesquisas recentes
(Foto: André Borges/EFE)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atravessa um momento de maior contestação pública, com pesquisas recentes indicando queda ou estagnação nos índices de aprovação e aumento da desaprovação em diferentes levantamentos.

Dados de institutos como AtlasIntel/Bloomberg mostram que a desaprovação ao governo chegou a 51,5%, enquanto a aprovação ficou em 46,6%, em pesquisa realizada com quase 5 mil entrevistados em fevereiro de 2026. Outro levantamento, do instituto Apex Futura, aponta cenário semelhante: 52,4% desaprovam o governo, contra 43,2% que aprovam.

Resultados próximos também aparecem em outras sondagens. Pesquisa Real Time Big Data indica 51% de desaprovação e 44% de aprovação, enquanto levantamento do Datafolha mostra um quadro de divisão mais equilibrada, com 49% de desaprovação e 47% de aprovação.

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Além da avaliação geral, a percepção qualitativa do governo também revela dificuldades. Segundo Ipsos/Ipec, apenas 33% classificam a gestão como “ótima ou boa”, enquanto cerca de 40% a consideram negativa, evidenciando resistência significativa na opinião pública. O mesmo instituto indica ainda que 51% desaprovam o presidente e 56% dizem não confiar nele, sugerindo desgaste na credibilidade.

No campo eleitoral, os números reforçam o cenário de maior competitividade. Pesquisas recentes mostram redução da vantagem de Lula em simulações para 2026. Um levantamento Atlas/Bloomberg aponta queda na diferença em relação a adversários e até empate técnico em cenários de segundo turno. Dados do Datafolha indicam situação semelhante, com empate dentro da margem de erro contra potenciais concorrentes.

Para o pesquisador Especialista em Política e Eleição, Ronye Steffan “O desgaste são fatores como dificuldades econômicas persistentes, percepção de insegurança em algumas regiões e desafios na articulação política com o Congresso. Ao mesmo tempo, a forte polarização do eleitorado contribui para avaliações mais rígidas e divididas” avaliou.

Por outro lado, apoiadores do governo destacam que os números variam entre institutos e ressaltam avanços em programas sociais e políticas de redistribuição de renda. Eles argumentam que parte da insatisfação está ligada a expectativas elevadas e ao cenário econômico global ainda instável.

O conjunto das pesquisas de opinião pública no Brasil indica, portanto, um governo que mantém base relevante de apoio, mas enfrenta níveis consistentes de rejeição e um ambiente político mais competitivo, fatores que devem influenciar diretamente os rumos da administração e o cenário eleitoral nas próximas este ano.