Chefe de Estado argentino fez críticas à política econômica brasileira, atacou o socialismo e disse acreditar na vitória de Flávio em 2026
O presidente da Argentina, Javier Milei, participou neste sábado (25) da convenção nacional do Partido Liberal (PL), em São Paulo, e manifestou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Em seu pronunciamento, o chefe de Estado argentino afirmou que o parlamentar é, na sua avaliação, o nome com maior capacidade para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.
Ao discursar para dirigentes, parlamentares e apoiadores da legenda, Milei utilizou a trajetória recente da Argentina como exemplo do que classificou como os efeitos negativos de administrações de esquerda. Segundo ele, seu país perdeu força econômica ao longo dos últimos anos e passou a conviver com inflação elevada, aumento da pobreza e desequilíbrio nas contas públicas.
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O argentino afirmou que uma das missões de sua gestão é compartilhar a experiência vivida pela Argentina para que outras nações possam evitar, em tempo, problemas econômicos e sociais semelhantes. Para ele, governos que ampliam gastos públicos sem controle acabam comprometendo o crescimento e a estabilidade financeira.
Durante a fala, Milei também voltou a responsabilizar o kirchnerismo pela crise econômica enfrentada pelos argentinos. Segundo o presidente, o aumento da emissão de moeda, o crescimento das despesas do Estado e a falta de disciplina fiscal levaram o país a um cenário crítico quando assumiu o comando do governo.
O discurso também foi marcado por críticas ao presidente brasileiro. Em determinado momento, Milei se referiu a Lula como "presidiário" e afirmou que o governo brasileiro teria tentado influenciar o processo eleitoral argentino em favor de candidatos ligados à esquerda.
Na sequência, o presidente argentino fez novas críticas à condução da economia brasileira. Em sua avaliação, a política fiscal adotada pelo governo federal poderá elevar o endividamento do país, já que, segundo ele, não foram implementadas medidas suficientes para conter o crescimento das despesas públicas.
Sem apresentar provas, Milei ainda acusou Lula de perseguir adversários políticos e prender opositores. Ao concluir o pronunciamento, voltou a defender que regimes socialistas caminham para modelos autoritários e afirmou acreditar que a sociedade brasileira reconhece esse risco.
A participação do presidente argentino ocorreu a convite do PL, durante a convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto. Além do evento partidário, Milei recebeu do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Ordem do Ipiranga, maior honraria concedida pelo Estado.