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PF apura movimentações milionárias envolvendo empresa ligada a Virginia Fonseca

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PF apura movimentações milionárias envolvendo empresa ligada a Virginia Fonseca
Foto: Reprodução - Instagram

Relatório cita transferências suspeitas, relação com bets e antigos vínculos societários sob análise

A influenciadora Virginia Fonseca entrou no radar da Polícia Federal em uma investigação que apura possíveis movimentações financeiras atípicas e indícios de irregularidades em operações empresariais. Com mais de 100 milhões de seguidores e atuação forte no mercado de cosméticos, ela também é citada em relatórios do COAF. Segundo apuração exibida pelo Domingo Espetacular, cerca de R$ 22 milhões teriam sido movimentados entre março e setembro de 2024 em direção a uma das empresas ligadas à influenciadora, valor considerado incompatível com o porte de uma das empresas citadas, enquadrada no Simples Nacional.

Outro ponto da investigação envolve a relação de empresas associadas a Virginia com o mercado de apostas online. O tema já havia sido discutido na CPI das Bets, que ouviu a influenciadora em 2024 sobre publicidade e contratos no setor.

 A apuração também resgata antigos vínculos societários ligados à marca WePink. Segundo o relatório, esses sócios tiveram relação com a Pink Lash, empresa que contou com participação de Karen Mori, conhecida como viúva de um integrante da Primeiro Comando da Capital. Em declarações anteriores, ela chegou a afirmar que o capital inicial da empresa teria origem ligada à facção.

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 Os investigadores ainda analisam possíveis conexões entre estruturas empresariais que teriam compartilhado ambientes ou proximidade operacional em diferentes fases das sociedades.

Em nota, a defesa de Virginia afirma que as empresas atuam de forma regular, com operações típicas do varejo físico, incluindo grande volume de pagamentos em dinheiro e conciliação diária de caixa. A equipe reforça que movimentações atípicas em relatórios não indicam, por si só, irregularidades. A defesa nega qualquer ligação com atividades ilícitas ou com o crime organizado e afirma que a WePink foi criada de forma independente, com governança e auditoria próprias. As investigações seguem em andamento.