A Polícia Federal ampliou o alcance das investigações sobre um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor do entretenimento e passou a mapear uma rede que envolve artistas e influenciadores digitais. No centro da apuração está o funkeiro MC Ryan SP, apontado como figura-chave da estrutura criminosa.
No rastro das movimentações, surgem nomes conhecidos do público. Entre eles, Pablo Marçal, Deolane Bezerra e MC Gui, citados em relatórios que analisam fluxos financeiros considerados fora do padrão.
A investigação integra a Operação Narcofluxo, que revelou um sistema sofisticado de movimentação financeira, com uso de produtoras musicais, plataformas digitais e transações fragmentadas para dificultar o rastreamento. Segundo a PF, o esquema teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão.
Segundo os investigadores, a organização teria se apoiado na visibilidade de artistas e influenciadores para dar legitimidade às operações. A estratégia, descrita pela PF, incluía uso de empresas, contratos e publicidade como forma de misturar recursos lícitos e ilícitos.
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As investigações também apontam a atuação de operadores responsáveis por intermediar pagamentos e redistribuir valores dentro da estrutura. Esses agentes seriam peças-chave para manter o funcionamento do esquema e evitar rastreamento direto.
Para a Polícia Federal, o caso evidencia um novo modelo de atuação do crime organizado, que utiliza o alcance digital e o mercado do entretenimento para ampliar operações financeiras e ocultar recursos.
O processo segue em andamento e ainda não há condenações. A apuração deve avançar sobre o papel de cada envolvido e pode ampliar ainda mais o número de investigados.