Operação Mállku cumpre sete mandados em Mato Grosso e São Paulo; investigação começou após apreensão de mais de meia tonelada de droga em Marcelândia
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), a Operação Mállku para desarticular uma organização criminosa especializada no transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil por meio de aeronaves clandestinas. A ação é um desdobramento da apreensão de mais de meia tonelada de cocaína realizada em fevereiro deste ano, em Marcelândia (MT), durante operação conjunta com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron).
Ao todo, foram cumpridos sete mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal, sendo dois de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. As ordens foram executadas nas cidades de Sinop, Alta Floresta e Marcelândia, em Mato Grosso, além de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
Segundo o chefe da operação, delegado federal Tiago Pacheco, a investigação revelou que a droga apreendida teve origem em uma região rural localizada no leste da Bolívia e era introduzida clandestinamente em território brasileiro por meio de rotas aéreas utilizadas por grupos especializados no tráfico internacional.
"A Polícia Federal e o Gefron apreenderam há poucos meses, na cidade de Marcelândia, mais de meia tonelada de cocaína transportada por meio de aeronave. Hoje, aquela apreensão evoluiu para uma nova etapa da investigação, a Operação Mállku", afirmou o delegado.
De acordo com Pacheco, nesta fase da operação foram presos o piloto da aeronave utilizada no transporte da droga e o proprietário da fazenda onde funcionava a pista de pouso clandestina. Além disso, foram realizadas buscas contra investigados apontados como responsáveis pelo suporte logístico da organização criminosa.
As investigações apontam que o grupo atuava na internalização da cocaína em território nacional utilizando pistas clandestinas instaladas em propriedades rurais, de onde a droga seguia para abastecer organizações criminosas brasileiras.
O delegado também fez um alerta aos proprietários de áreas rurais sobre o risco de envolvimento com esse tipo de esquema criminoso.
"Além de responder pelo crime de tráfico de drogas, quem presta esse tipo de apoio poderá ser responsabilizado também como integrante da associação ou organização criminosa. Caso seja procurado para esse tipo de prática, comunique imediatamente à Polícia Federal."
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os integrantes da organização, incluindo financiadores, operadores logísticos e demais responsáveis pela cadeia do tráfico internacional de drogas.