CORRIDA ARMAMENTISTA

Países ampliam arsenais e gastos militares ultrapassam US$ 2 trilhões

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Países ampliam arsenais e gastos militares ultrapassam US$ 2 trilhões
Ogivas atômicas em uma parada militar na China FOTO: Reprodução/ Xinhua

Investimentos em defesa cresceram pelo 11º ano consecutivo, Estados Unidos, China e Rússia concentram mais da metade dos gastos militares

Os países ao redor do mundo elevaram novamente os investimentos em suas forças armadas, fazendo os gastos globais com defesa alcançarem cerca de US$ 2,8 trilhões em 2025. O valor representa crescimento de 2,9% em relação ao ano anterior e marca o 11º aumento consecutivo registrado no setor.

O avanço dos investimentos ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais, com conflitos ativos e disputas estratégicas envolvendo grandes potências. A guerra na Ucrânia, as instabilidades no Oriente Médio e o aumento da rivalidade entre países como Estados Unidos e China estão entre os fatores apontados para a expansão dos orçamentos militares.

Segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), os Estados Unidos, a China e a Rússia concentraram juntos mais da metade de todo o dinheiro destinado à área militar no planeta. Somados, os três países aplicaram aproximadamente US$ 1,5 trilhão em defesa.

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A Europa foi a região que apresentou o maior crescimento proporcional nos investimentos militares, com alta de 14% no período. O aumento está diretamente relacionado à preocupação dos países europeus com a segurança regional e com a possibilidade de novos avanços russos no continente.

Na Ásia e Oceania, os gastos também tiveram forte expansão, subindo 8,1%. O cenário é influenciado pelo fortalecimento militar da China, pelas tensões envolvendo Taiwan e pelos esforços de modernização das forças armadas de países como Japão e Índia.

Uma ogiva nuclear sendo transportado - FOTO: Reprodução/X

Além do aumento dos orçamentos convencionais, nove países mantêm programas relacionados a armas nucleares: Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte.

Essas nações possuem milhares de ogivas nucleares em seus arsenais, sendo que Rússia e Estados Unidos concentram a maior parte desse estoque global.

Os Estados Unidos permanecem como o principal exportador de equipamentos militares do mundo, respondendo por aproximadamente 40% das vendas internacionais do setor. O país também pressiona seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a ampliar os investimentos em defesa.