"TOMADA DE CONTAS"

Operação que prendeu Sérgio Ricardo apreende relógios de grife, veículos de luxo e dinheiro

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Operação que prendeu Sérgio Ricardo apreende relógios de grife, veículos de luxo e dinheiro
Foto: Reprodução/ Montagem

Entre os bens recolhidos estão veículos Audi e Mercedes-Benz, relógios Rolex e Hublot, além de cédulas de dólares, euros e reais

A Operação Tomada de Contas, que resultou na prisão do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, nesta quinta-feira (29), também levou à apreensão de uma grande quantidade de objetos de alto valor. Entre os materiais recolhidos pela Polícia Federal estão mais de 60 relógios de luxo, veículos importados e dinheiro em diferentes moedas.

Imagens divulgadas durante a operação mostram automóveis das marcas Audi e Mercedes-Benz, além de relógios de fabricantes como Rolex, Hublot e Audemars Piguet. Os agentes também encontraram cédulas de reais, dólares e euros, mas o montante total apreendido ainda não foi informado.

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A origem e a propriedade dos bens deverão ser analisadas no decorrer da investigação. Até o momento, não há confirmação sobre quais imóveis foram utilizados para guardar os objetos ou a quem pertencem individualmente os veículos, relógios e valores encontrados.

Além dos itens de luxo, os policiais recolheram passaportes, documentos e equipamentos eletrônicos, incluindo computadores, celulares e dispositivos de armazenamento. O material poderá auxiliar na identificação de movimentações financeiras e de possíveis relações entre os investigados.

Sérgio Ricardo está entre as seis pessoas presas preventivamente na ofensiva. Também foram detidos o consultor jurídico-geral do TCE-MT, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia; os advogados Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke; o servidor Adriangelo Barros Antunes; e a secretária executiva Roseli Loss.

A investigação concentra-se em suspeitas relacionadas ao funcionamento administrativo da Corte de Contas. A Polícia Federal apura se a interrupção de contratos teria sido utilizada para pressionar fornecedores e se determinadas empresas receberam tratamento diferenciado na liberação de pagamentos.

Outro eixo da apuração envolve operações bancárias consideradas atípicas, possíveis diferenças entre valores pagos a empresas e retiradas frequentes de dinheiro em espécie. Os investigadores procuram esclarecer se existe conexão entre essas movimentações e eventuais irregularidades na gestão de recursos públicos.

A ofensiva foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e mobilizou mais de 180 policiais federais. Foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, além de determinações judiciais relacionadas à obtenção de dados sigilosos e ao sequestro de bens.

As diligências ocorreram em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

De acordo com a Polícia Federal, os fatos sob investigação podem caracterizar, em tese, crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As autoridades ainda não divulgaram uma avaliação oficial do patrimônio apreendido nem esclareceram a eventual participação individual dos investigados nas condutas apuradas. As prisões são medidas cautelares, e a responsabilidade criminal dos envolvidos dependerá do andamento das investigações e de eventual processo judicial.