"FICAR QUIETO"

O presidente do PL avisa: quem apoiar o Pivetta terá de deixar o partido

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O presidente do PL avisa: quem apoiar o Pivetta terá de deixar o partido
O presidente estadual do Partido Liberal em Mato Grosso, Ananias Filho - Foto: Bianca Mortelaro

Ananias Filho diz que não aceitará campanha interna contra a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo

O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, adotou um discurso mais rígido diante das divergências internas que envolvem a disputa pelo Governo do Estado. O dirigente afirmou que filiados que decidirem apoiar a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário do senador Wellington Fagundes (PL), deverão deixar a sigla ou poderão ser retirados do partido.

A posição é uma tentativa de conter a divisão entre prefeitos e outras lideranças do PL que demonstram resistência à estratégia eleitoral definida pela direção estadual, principalmente em relação à aliança com o MDB.

Durante entrevista ao Rdtv Cast, Ananias deixou claro que não pretende permitir que integrantes permaneçam na legenda enquanto atuam eleitoralmente em favor de um candidato de outro partido.

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“Quem realmente quiser fazer campanha para o Pivetta, vai pedir afastamento do partido em definitivo e aí vai fazer campanha para o nosso adversário”, afirmou.

O dirigente também indicou que a cobrança não ficará restrita a quem participar diretamente de atos de campanha. Para Ananias, aqueles que discordarem da orientação partidária deverão evitar manifestações que possam prejudicar o projeto eleitoral do PL.

“Ou pede afastamento ou a gente tira. Quem ficar no PL tem que ficar no mínimo quieto”, disse.

A tensão aumentou principalmente entre lideranças que questionam a aproximação com o MDB da deputada Janaina Riva. Entre os políticos que já manifestaram resistência estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e o prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic.

Além da discordância em relação à composição partidária, parte dessas lideranças mantém uma posição mais próxima de Pivetta na corrida pelo Palácio Paiaguás, o que colocou o diretório estadual diante do desafio de preservar a unidade da legenda.

Apesar do confronto, Ananias afirmou que a relação com Abilio Brunini melhorou após uma conversa recente. Segundo ele, o prefeito de Cuiabá teria assumido uma postura de interlocução com outros prefeitos que também estão insatisfeitos com os rumos definidos pelo partido.

“Depois das intempéries, tive uma conversa muito boa com o prefeito Abilio, ele está sendo muito tranquilo e ele já está se colocando como um intermediário dos prefeitos, ele já ligou para todos os prefeitos”, relatou.

Abilio, por sua vez, considerou “coerente” a possibilidade de limitar o acesso a recursos do fundo partidário para integrantes que não estejam alinhados à candidatura de Wellington. O prefeito, porém, alertou que uma política baseada em ameaças de expulsão pode produzir um efeito contrário e gerar desgaste do partido junto aos eleitores.

Em meio ao conflito, Wellington Fagundes tem adotado uma postura mais moderada. O senador tem defendido “calma” e paciência para lidar com as diferenças dentro da legenda.

A prioridade apontada por Wellington é manter o grupo unido em torno do projeto nacional do PL, especialmente da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A tentativa de conciliar as divergências estaduais ocorre justamente enquanto o partido busca ampliar sua força nos estados sem deixar que os conflitos locais comprometam o palanque nacional.