País enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente; milhares de pessoas ficaram feridas e desabrigadas após os fortes tremores
A tragédia provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) continua se agravando. O número de mortos chegou a 1.430 neste sábado (27), segundo informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Além das vítimas fatais, o governo contabiliza 3.338 feridos, enquanto plataformas organizadas pela sociedade civil apontam que mais de 40 mil pessoas ainda estão desaparecidas.
Os dois fortes tremores, de magnitudes 7,5 e 7,2, ocorreram no início da noite de quarta-feira e causaram destruição em diversas regiões do país. Prédios, casas e outras estruturas desabaram, deixando milhares de famílias desalojadas e provocando uma grande mobilização das equipes de resgate.
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As buscas por sobreviventes seguem em ritmo intenso entre os escombros, enquanto autoridades e voluntários enfrentam dificuldades para acessar áreas mais atingidas. Até o momento, o governo venezuelano ainda não divulgou um número oficial de desaparecidos.
A força dos terremotos ultrapassou as fronteiras venezuelanas. Em Manaus, no Amazonas, moradores relataram ter sentido os abalos, reflexo da intensidade do fenômeno geológico registrado no país vizinho.
Na quinta-feira (25), um novo tremor de magnitude 4,0 voltou a atingir a Venezuela. De acordo com especialistas, esse tipo de abalo secundário, conhecido como réplica, é considerado comum após terremotos de grande magnitude e pode continuar ocorrendo nos dias seguintes.
Enquanto as equipes de emergência trabalham no resgate das vítimas e na assistência aos desabrigados, o país enfrenta uma corrida contra o tempo para localizar desaparecidos e restabelecer serviços essenciais nas regiões devastadas.