VIROU ROTINA

Moradores de VG cobram solução após mais uma semana começar com torneiras secas

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Moradores de VG cobram solução após mais uma semana começar com torneiras secas
Ilustração: IA

Rompimento em adutora deixou mais de 20 bairros sem abastecimento; população reclama que falta d'água virou rotina na cidade

Mais uma vez, moradores de Várzea Grande iniciaram a semana enfrentando o velho problema que parece não ter solução: a falta de água nas torneiras. O rompimento de uma adutora que abastece a Estação de Tratamento de Água (ETA) Imigrantes comprometeu o fornecimento em mais de 20 bairros do município e deixou milhares de famílias sem água desde o último domingo (14).

Embora o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG) tenha informado que os reparos foram concluídos na manhã desta segunda-feira (15), a retomada do abastecimento ocorre de forma gradual e muitos moradores ainda aguardam a chegada da água em suas residências.

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A situação provocou ainda mais indignação entre a população, que afirma conviver frequentemente com interrupções no abastecimento e cobra soluções definitivas para o problema.

A dona de casa Maria Benedita Lopes, moradora do bairro Parque Boa Vista, disse que a falta de água deixou de ser surpresa há muito tempo.

"Na verdade, a gente nem se espanta mais. Ficar sem água em Várzea Grande virou rotina. Quando a água chega é uma bênção e eu aproveito cada gota, porque nunca sei quantas horas ou quantos dias ela vai ficar na caixa. A gente vive sempre na incerteza", lamentou.

Nas redes sociais, moradores de diferentes regiões também relataram dificuldades para cozinhar, lavar roupas, tomar banho e realizar tarefas básicas do dia a dia. Entre os comentários, um seguidor resumiu o sentimento de muitos várzea-grandenses ao ironizar a situação: "Muitos nem vão perceber, porque nunca tem água".

As reclamações se repetem a cada nova interrupção no sistema de abastecimento, alimentando o sentimento de insatisfação com a condução do serviço no município.

Segundo o DAE/VG, caminhões-pipa foram disponibilizados para atender as áreas mais afetadas durante o período de manutenção. Ainda assim, moradores afirmam que as medidas emergenciais não resolvem o problema crônico enfrentado pela população.

Enquanto a autarquia trabalha para restabelecer a pressão da rede e normalizar o abastecimento, a realidade para muitos várzea-grandenses continua a mesma: a esperança de abrir a torneira e encontrar água, algo que deveria ser básico, mas que em diversos bairros da cidade ainda se tornou motivo de apreensão constante.