AÇÃO DE INDENIZAÇÃO

Moradora de Cuiabá entra na Justiça contra Fávaro e cita pressão psicológica e vexatória

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Moradora de Cuiabá entra na Justiça contra Fávaro e cita pressão psicológica e vexatória
Senador Carlos Fávaro - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Autora afirma que teve pagamento alterado, não recebeu integralmente pelo serviço e enfrentou condições inadequadas durante pesquisa

Uma ação judicial protocolada em Cuiabá colocou o senador Carlos Fávaro (PSD) no centro de uma disputa envolvendo a contratação de uma pesquisa de opinião. Uma moradora da Capital, Patrícia Cristina da Silva, afirma ter sido prejudicada durante o trabalho de coleta de dados e pede uma indenização de R$ 65,6 mil por danos morais e materiais.

O processo, que tramita na Justiça de Mato Grosso, relata que a autora teria sido contratada para atuar como pesquisadora de campo em bairros da periferia de Cuiabá, entre eles Pedra 90 e Tijucal. Segundo ela, a contratação previa inicialmente um pagamento fixo pelo serviço, mas as condições teriam mudado durante a execução das atividades.

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Conforme a versão apresentada pela moradora, a equipe responsável pela coordenação da pesquisa teria alterado o modelo de remuneração, substituindo o valor combinado por um sistema de pagamento conforme a produtividade. A autora afirma que a mudança ocorreu sem uma definição transparente sobre como os trabalhos seriam avaliados.

No processo, Patrícia declara que aplicou centenas de questionários, chegando a 499 entrevistas realizadas, mas sustenta que não recebeu os valores correspondentes a todo o trabalho desenvolvido.

A ação também apresenta relatos sobre a rotina enfrentada durante a coleta de informações. A autora afirma que os integrantes da equipe eram submetidos a cobranças frequentes por metas, com mensagens consideradas intimidatórias em grupos de comunicação, além da exigência de registros fotográficos dos locais visitados para comprovação das atividades.

Outro ponto destacado no pedido judicial diz respeito à estrutura oferecida aos trabalhadores. Patrícia afirma que os pesquisadores precisavam percorrer ruas durante períodos de forte calor em Cuiabá sem receber itens básicos, como água potável, situação que, segundo ela, teria violado condições mínimas de dignidade.

Além das alegações trabalhistas e contratuais, o processo questiona a origem e o registro da pesquisa mencionada. A autora afirma que não encontrou informações sobre o serviço na prestação de contas relacionada ao senador e cita consultas feitas em bases públicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo empresas com o nome "Rumo Pesquisas".

Segundo a ação, apesar da existência de empresas com essa denominação, não foram localizados registros de pesquisas realizadas em 2026 vinculadas aos levantamentos mencionados no processo.

Após receber a ação, a juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 4ª Vara Cível de Cuiabá, determinou que Carlos Fávaro seja comunicado oficialmente sobre o processo. A magistrada também encaminhou o caso ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) para uma tentativa inicial de acordo entre as partes.

A decisão não representa uma conclusão sobre os fatos relatados pela autora. O senador ainda deverá apresentar sua defesa e o processo seguirá para análise judicial.

O outro lado

O senador Carlos Fávaro não tem qualquer relação com o caso narrado. A pesquisa de opinião publica foi contratada pelo Partido Social Democrático (PSD) e executada pela empresa Rumo Pesquisas. Cabe exclusivamente a empresa contratada prestar esclarecimentos sobre a condição de trabalho oferecidas aos pesquisadores, os critérios de remuneração, a coordenação da equipe e qualquer outra questão operacional relativa ao serviço.

O senador Carlos Fávaro é defensor incondicional do trabalho digno, luta pelo fim da escala 6x1,pela valorização e recomposição salarial dos servidores públicos, pelo respeito integral aos direitos dos trabalhadores do setor privado e dedica atenção especial aos trabalhadores do campo e agricultores familiares, que sustentam a economia de Mato Grosso e do Brasil. Sua trajetória pública é inteiramente incompatível com qualquer forma de exploração de trabalho.