O ex-governador afirma que disputas internas e indefinições dificultam a consolidação de uma candidatura competitiva da direita à Presidência
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou que o campo da direita ainda atravessa um período de indefinição na disputa pela Presidência da República. Segundo ele, divergências internas e disputas entre aliados têm dificultado a consolidação de uma candidatura competitiva para as eleições deste ano.
Em entrevista, Mendes avaliou que o ambiente político nacional é marcado por incertezas e pela circulação de especulações sobre possíveis mudanças no cenário eleitoral, o que, em sua visão, contribui para enfraquecer o grupo.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
"O cenário ainda não está definido. Estamos vivendo um momento de avaliação, com muitos rumores de bastidores e muito fogo amigo", declarou.
Na avaliação do ex-governador, a direita enfrenta um momento de transição devido à ausência de uma liderança consolidada. Ele citou o esforço do senador Flávio Bolsonaro (PL) para ampliar sua projeção nacional, mas ponderou que o processo ainda está em construção.
"Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio busca se consolidar nesse espaço, enquanto as especulações e conversas de bastidores acabam aumentando a expectativa sobre o que pode acontecer", afirmou.
Além de Flávio Bolsonaro, outros nomes têm sido colocados como alternativas dentro do espectro da direita, entre eles o fundador do MBL, Renan Santos (Missão), e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
Apesar do cenário indefinido, Mauro Mendes acredita que o desempenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode favorecer o crescimento de candidaturas de oposição. Segundo ele, a avaliação negativa da administração federal tende a influenciar o debate eleitoral.
Ao citar sua experiência à frente do Governo de Mato Grosso, Mendes afirmou que assumiu o Estado em uma situação financeira delicada e destacou as ações implementadas durante sua gestão.
"Quando assumi, em 2019, o Estado enfrentava graves dificuldades financeiras. Conseguimos reorganizar as contas públicas, retomar investimentos e entregar obras importantes, como a BR-163, além de diversas intervenções em infraestrutura e outras áreas", disse.
As definições sobre alianças nacionais e estaduais deverão ocorrer até o encerramento do prazo para realização das convenções partidárias, previsto para 5 de agosto, quando as legendas oficializam suas candidaturas e coligações para as eleições.