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Mato Grosso registra mais de 82 mil pedidos de medidas protetivas em cinco anos

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Mato Grosso registra mais de 82 mil pedidos de medidas protetivas em cinco anos
Reprodução

Levantamento aponta que 99,9% das mulheres que buscaram proteção entre 2021 e 2025 não foram vítimas de feminicídio

Mato Grosso registrou 82.520 pedidos de medidas protetivas de urgência entre 2021 e 2025, segundo levantamento do Gabinete de Enfrentamento e Combate à Violência contra a Mulher, elaborado com base em dados da Polícia Civil. De acordo com o estudo, 99,9% das mulheres que solicitaram a proteção no período não foram vítimas de feminicídio.

Os números reforçam a importância da medida protetiva como instrumento de enfrentamento à violência doméstica e de proteção às mulheres em situação de risco. Além de estabelecer restrições ao agressor, como o afastamento do lar e a proibição de contato com a vítima, a decisão também permite o acionamento de uma rede integrada de atendimento.

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Essa rede reúne forças de segurança, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, assistência social e serviços de saúde. A partir da solicitação da medida, diferentes órgãos passam a atuar no acompanhamento da vítima e na adoção de providências para interromper o ciclo de violência.

Para a chefe do Gabinete de Enfrentamento e Combate à Violência contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, os dados mostram que denunciar e buscar ajuda o quanto antes pode ser fundamental para preservar vidas.

"Esse levantamento mostra que a medida protetiva salva vidas. Quando uma mulher procura uma delegacia, ela passa a contar com uma rede de proteção que atua de forma integrada para garantir a segurança dela e oferecer o apoio necessário para romper o ciclo da violência. Quanto mais cedo essa mulher buscar ajuda, maiores são as chances de evitar que a violência chegue ao seu pior desfecho", destacou.

O levantamento aponta ainda que a medida protetiva não se resume à decisão judicial que impõe restrições ao agressor. Ela funciona também como uma porta de entrada para serviços de acompanhamento e suporte, ampliando a assistência às mulheres que enfrentam situações de violência doméstica e familiar.

Mulheres que estejam em situação de violência podem procurar uma Delegacia Especializada de Defesa da Mulher ou qualquer unidade da Polícia Civil. Em situações de emergência e risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

A busca por ajuda permite que os órgãos responsáveis avaliem cada situação e adotem as medidas necessárias para ampliar a proteção e a segurança da vítima.