NA LINHA DE FRENTE

Mato-grossenses deixam o Brasil para combater na guerra da Ucrânia contra a Rússia

· 2 min de leitura
Mato-grossenses deixam o Brasil para combater na guerra da Ucrânia contra a Rússia
Foto: Reprodução /MidiaNews

Alan e Taison fazem parte de unidade responsável por reconhecimento e recuperação de posições inimigas

Dois brasileiros de Mato Grosso voltaram a atuar em operações militares na Ucrânia, país que enfrenta uma guerra contra a Rússia desde fevereiro de 2022. Alan Dias, morador de Várzea Grande, e Taison Jhones, de Peixoto de Azevedo, a 691 quilômetros de Cuiabá, integram uma unidade especializada em missões de reconhecimento e recuperação de territórios ocupados por tropas russas.

A participação dos dois no conflito ganhou visibilidade nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que anunciam o retorno às atividades na linha de frente.

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Alan já havia participado de operações militares em território ucraniano. Sua primeira viagem ocorreu em setembro de 2025, mas, em fevereiro deste ano, ele decidiu retornar ao Brasil, onde permaneceu por aproximadamente sete meses.

O mato-grossense explicou que recebeu um convite para voltar ao mesmo batalhão em que havia servido anteriormente. Desta vez, a proposta envolvia a participação em uma unidade de operações especiais. Ele aceitou e viajou acompanhado de Taison, seu amigo de Peixoto de Azevedo.

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Vídeo: MidiaNews

Os dois passaram a integrar o Grupo de Reconhecimento e Ataque (RUG), que atua junto à brigada Khartiia, vinculada à Guarda Nacional da Ucrânia.

A unidade realiza atividades de reconhecimento de áreas de combate e operações ofensivas destinadas a recuperar posições controladas pelas forças adversárias. Segundo Alan, esse é o principal trabalho desenvolvido pelo grupo ao qual pertence.

O retorno dos mato-grossenses ocorre em um momento de continuidade dos confrontos entre os dois países, sem definição sobre quando a guerra poderá chegar ao fim.

A invasão russa em larga escala, iniciada em fevereiro de 2022, transformou a Ucrânia em um dos principais cenários de conflito armado da atualidade. Após mais de quatro anos de combates, parte do território ucraniano permanece sob ocupação russa, especialmente em regiões do leste e do sul.

As disputas territoriais continuam acompanhadas de ofensivas terrestres e ataques realizados com drones e mísseis. Enquanto Moscou anuncia avanços de suas tropas, Kiev relata ações para impedir novas conquistas russas e recuperar áreas perdidas.

A guerra também atinge estruturas civis e instalações de energia, agravando as dificuldades enfrentadas pela população ucraniana.

Apesar das iniciativas diplomáticas para interromper os confrontos, Rússia e Ucrânia ainda não chegaram a um entendimento que permita estabelecer um cessar-fogo duradouro.