Perícia conclui que marcas no rosto e pescoço da policial são incompatíveis com ação de uma criança; coronel preso por suspeita do crime nega homicídio e sustenta que a companheira tirou a própria vida
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana reforçou as suspeitas de homicídio e contrariou a principal tese apresentada pela defesa do coronel Geraldo Rosa Neto, preso preventivamente e apontado como principal suspeito do crime.
De acordo com o exame necroscópico, as marcas encontradas no rosto e no pescoço da vítima foram provocadas por um adulto e apresentam características incompatíveis com a força que poderia ser exercida por uma criança de sete anos, como alegava a defesa do oficial.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
No documento, o médico-legista Tadeu Corrêa afirma que as lesões exigiram força elevada e são compatíveis com um movimento de contenção ou imobilização realizado por uma pessoa com robustez física suficiente para causar esse tipo de ferimento.
O perito também descartou a hipótese de que a filha de Gisele pudesse ter provocado as marcas durante um abraço ou ao ser carregada pela mãe.
"Não há plausibilidade minimamente racional que uma criança em situação de colo afetuoso de sua mãe possa produzir esse grau de lesão à sua genitora", registrou o legista no laudo.
Outro ponto destacado pela perícia é que os ferimentos foram produzidos poucos segundos antes do disparo que matou a policial. Segundo o exame, as lesões apresentam o mesmo padrão de coagulação observado na perfuração causada pelo projétil, indicando que a agressão e o tiro fizeram parte da mesma sequência de acontecimentos.
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em fevereiro deste ano no apartamento onde morava, na zona leste de São Paulo. O coronel Geraldo Rosa Neto responde às investigações preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes.
A defesa do oficial nega qualquer participação no crime e sustenta que a policial cometeu suicídio. Segundo essa versão, as marcas no pescoço teriam sido provocadas pela filha de Gisele, de sete anos, quando costumava abraçar a mãe durante momentos de carinho, hipótese agora contestada pelo laudo oficial do IML.