EXECUÇÃO EM PÚBLICO

Jornalista e candidata é assassinada a tiros durante ato de campanha no Peru

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Jornalista e candidata é assassinada a tiros durante ato de campanha no Peru
Foto: Reprodução

Susy Aponte Polo foi atacada enquanto distribuía material eleitoral; cinco apoiadores também ficaram feridos

A campanha eleitoral no Peru foi marcada por um assassinato em plena atividade política. A jornalista Susy Isabel Aponte Polo, conhecida como “La China Polo” e candidata ao governo regional de Áncash, foi morta a tiros enquanto participava de uma ação de campanha em Caraz, na província de Huaylas.

O crime ocorreu no sábado (19), quando Susy percorria uma região comercial acompanhada de apoiadores do movimento Socios por Áncash. O grupo distribuía material eleitoral nas proximidades do mercado de Caraz quando o atirador se aproximou.

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A candidata foi atingida por disparos e morreu no local. Outras cinco pessoas que estavam próximas também foram baleadas e receberam atendimento médico. Entre os feridos havia apoiadores que acompanhavam a atividade eleitoral.

Susy tinha 43 anos e conciliava a candidatura com a atuação no jornalismo. Antes de ingressar na disputa pelo governo regional, ganhou projeção por divulgar denúncias envolvendo supostas irregularidades e corrupção em instituições públicas.

As ameaças contra a jornalista já haviam sido mencionadas publicamente antes do assassinato. Nove dias antes do ataque, Susy afirmou ter recebido ligações provenientes de presídios com ameaças contra sua vida. Ela também havia feito acusações públicas envolvendo integrantes da polícia peruana.

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Após o assassinato, as autoridades iniciaram diligências para identificar todos os envolvidos e esclarecer quem ordenou o crime.

As investigações avançaram com a prisão de suspeitos. Entre eles está um homem apontado como autor dos disparos. Outros investigados são relacionados pelas autoridades ao financiamento e ao transporte utilizado na execução do ataque.

A Promotoria trabalha atualmente com a hipótese de homicídio por encomenda. Depoimentos, imagens de câmeras de segurança e exames periciais fazem parte do material utilizado para reconstruir os momentos anteriores e posteriores ao assassinato.

Apesar das ameaças relatadas pela candidata e de sua atuação jornalística, as autoridades ainda investigam o que motivou o crime. Até o momento, não foi estabelecido oficialmente se o assassinato teve relação direta com a campanha eleitoral, com as denúncias feitas pela jornalista ou com outro motivo.

A morte de Susy provocou manifestações de entidades ligadas ao jornalismo e de representantes políticos, que passaram a cobrar a identificação não apenas dos executores, mas também de eventuais mandantes do assassinato.