DIVISÃO INTERNA

Jayme quer se afastar por 45 dias do União para fazer campanha para Wellington

· 2 min de leitura
Jayme quer se afastar por 45 dias do União para fazer campanha para Wellington
Foto: Reprodução / VG Noticias

Senador quer permanecer no União Brasil, mas busca liberdade para apoiar Wellington ao Governo

A divergência entre Jayme Campos e o União Brasil na disputa pelo Governo de Mato Grosso chegou oficialmente à direção estadual da legenda. O senador solicitou uma espécie de licença eleitoral de 45 dias para ficar dispensado das atividades de campanha do partido no Estado e continuar apoiando Wellington Fagundes (PL), adversário do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

O União Brasil decidiu, em convenção, integrar a aliança pela reeleição de Pivetta. Jayme tomou outro caminho e passou a manifestar apoio a Wellington, além de se aproximar da candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

Para tentar conciliar sua permanência no partido com esse posicionamento eleitoral, o senador encaminhou um requerimento à Executiva Estadual em 16 de setembro. No documento, argumenta que existe uma divergência específica entre suas convicções políticas e a estratégia escolhida pela legenda para a eleição mato-grossense.

A solicitação não envolve desfiliação. Jayme pretende continuar no União Brasil, permanecer na bancada da sigla no Senado e cumprir normalmente suas atribuições partidárias e parlamentares em âmbito nacional. A dispensa solicitada alcançaria apenas as obrigações relacionadas à campanha estadual durante os 45 dias.

Na prática, caso a direção aceite o requerimento, o senador pretende ficar livre para não participar da campanha de Pivetta e manifestar publicamente apoio a candidatos que não fazem parte do projeto eleitoral escolhido pelo União Brasil em Mato Grosso. No pedido, Jayme solicita inclusive a possibilidade de promover pessoalmente a candidatura que considerar mais adequada às suas posições.

A movimentação é consequência de uma disputa interna que antecedeu as convenções partidárias. Jayme defendia que o União Brasil tivesse candidato próprio ao Palácio Paiaguás e colocou seu nome à disposição para a disputa. A posição encontrava resistência no grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes, que defendia a manutenção da aliança com Pivetta.

A definição ocorreu na convenção estadual de 30 de julho. A proposta de apoiar Pivetta recebeu 30 votos, enquanto a candidatura própria defendida por Jayme obteve 19. Houve ainda um voto inválido e uma ausência. Com a vitória da primeira alternativa, o União Brasil passou oficialmente a integrar a coligação do republicano.

Jayme reconheceu o resultado da votação interna, mas não aderiu politicamente à escolha feita pela maioria. Poucos dias depois, em 4 de agosto, participou do evento que oficializou a candidatura de Janaina Riva ao Senado e tornou público seu apoio tanto à emedebista quanto a Wellington na disputa pelo Governo.

O requerimento apresentado agora busca formalizar essa diferença de posição sem provocar um rompimento com a legenda. Para fundamentar a solicitação, Jayme cita regras estatutárias relacionadas à liberdade dos filiados para expressar convicções políticas, ao mesmo tempo em que reconhece a existência de obrigações partidárias de participação nas campanhas definidas pela sigla.

Com isso, o senador tenta obter uma dispensa temporária dessas obrigações estaduais durante a reta final da eleição. O pedido não busca modificar a decisão tomada na convenção, retirar o União da coligação de Pivetta ou alterar as candidaturas registradas pela legenda.

A Executiva Estadual ainda precisa decidir se aceita a solicitação. Até que haja uma definição, Jayme permanece formalmente vinculado ao União Brasil e sujeito às regras partidárias aplicáveis aos filiados.