ESCAPOU DA MORTE

Homem que fugiu de tiros dentro de um hotel em Várzea Grande é preso pela Polícia

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Homem que fugiu de tiros dentro de um hotel em Várzea Grande é preso pela Polícia
Foto: Reprodução/ Polícia Civil-MT

Um homem que escapou de uma tentativa de homicídio dentro de um hotel em Várzea Grande, em agosto deste ano, foi preso nesta quinta-feira (8) durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

O investigado, de 36 anos, foi um dos alvos da Operação Fio, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Ao todo, são cumpridas 26 ordens judiciais em Mato Grosso e São Paulo, entre elas cinco mandados de prisão preventiva.

O homem ganhou repercussão em agosto, quando três criminosos armados invadiram o Hotel Marion Pantanal, no Bairro Jardim Novo Mundo, e abriram fogo contra ele. Câmeras de segurança registraram o ataque e mostraram o momento em que ele corre para escapar dos disparos. Nenhum tiro o atingiu.

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Na época, informações recebidas pela Polícia Militar apontavam o homem como suposto envolvido no sequestro, tortura e morte de Wellington Eduardo da Costa, encontrado decapitado em Várzea Grande. Ele negou participação no crime.

Após o atentado no hotel, segundo a Polícia Civil, o investigado deixou a região de Cuiabá e teria se deslocado para outra localidade. As circunstâncias do ataque e uma eventual relação do episódio com o tráfico de drogas também são investigadas.

Operação Fio

A operação desta quinta cumpre nove mandados de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva e 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros. As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.

Os mandados são cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D'Oeste, além do litoral sul de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou indícios da atuação de um grupo no tráfico de drogas e na movimentação e ocultação de dinheiro proveniente das atividades criminosas.

As apurações também apontaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns investigados e a possível utilização de pessoas e empresas para circulação e ocultação dos recursos.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e valores dos investigados. Os limites variam conforme cada alvo e podem chegar a R$ 1,4 milhão.

A Polícia Civil afirma que as medidas buscam descapitalizar o grupo, preservar provas e impedir a dissipação de patrimônio supostamente ligado aos crimes.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a relação entre os investigados, o tráfico de drogas e os demais episódios apurados.