VEJA A CENA

Homem desenterra irmã e leva esqueleto ao banco para sacar herança

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Homem desenterra irmã e leva esqueleto ao banco para sacar herança

Um homem repercutiu na Índia após desenterrar os restos mortais da própria irmã e levá-los a uma agência bancária para tentar comprovar a morte dela e sacar o dinheiro deixado em conta. A imagem viralizou nas redes sociais e levou internautas a questionarem se seria conteúdo criado por Inteligência Artificial (IA), porém o episódio é real e foi confirmado por veículos locais. O caso ocorreu no distrito de Keonjhar, no estado de Odisha, onde Jitu Munda tomou a atitude após enfrentar dificuldades para acessar os valores deixados pela irmã.

Identificado como Jitu Munda, de 59 anos, o homem perdeu a irmã em janeiro deste ano e procurava sacar cerca de 20 mil rúpias indianas, valor equivalente a pouco mais de R$ 1 mil. Segundo relatos, ele teria enfrentado dificuldades para acessar a quantia por falta de documentos que comprovassem herança legal.

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De acordo com o jornal The Indian Express, funcionários informaram que a titular da conta deveria comparecer pessoalmente ou que seria necessária a apresentação de documentos formais dos herdeiros. Revoltado, Jitu retirou os restos mortais da irmã e os colocou em frente ao banco.

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Ao receberem informações sobre o caso, policiais foram imediatamente até a agência bancária, o acalmaram Jitu e orientaram que ele procurasse o escritório local para obter o certificado de herdeiro legal e, assim, sacar o dinheiro. A polícia recolheu os restos mortais e os enterrou novamente.

O inspetor responsável pela delegacia de Patna, Kiran Prasad Sahu, afirmou que o homem não sabe o significado de herdeiro legal ou beneficiário, por não ter instrução formal. “Os funcionários do banco não conseguiram fazê-lo entender o procedimento para retirar o dinheiro da conta”, disse o policial.

Kalra Munda já havia perdido o marido e o único filho, e Jitu era seu único parente vivo.

Embora a administração local tenha agido rapidamente e orientado o banco a liberar o valor para Jitu o quanto antes, o oficial de desenvolvimento de Patna, Manas Dandapat, disse que ninguém o havia procurado antes. “Teríamos resolvido isso muito antes”, afirmou.

Após a repercussão, autoridades locais auxiliaram o homem na emissão dos documentos necessários, e o valor foi liberado no dia seguinte, já com correção de juros.