DESIGUALDADE NO TRABALHO

Mulheres ocupam 36,9% das vagas em grandes empresas de MT e ganham 28% menos

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Mulheres ocupam 36,9% das vagas em grandes empresas de MT e ganham 28% menos
Ilustração: Freepik

As mulheres ocupam 36,9% dos vínculos empregatícios em empresas com 100 ou mais funcionários em Mato Grosso, segundo dados divulgado na segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério das Mulheres, juntamente com o 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial. Ao todo, elas representam 95,6 mil dos 259,1 mil postos formais registrados nesse grupo de empresas no estado.

Apesar do avanço na participação feminina, o levantamento mostra que a desigualdade salarial segue presente. Em Mato Grosso, a remuneração média das mulheres nesses estabelecimentos foi de R$ 3.101,01, enquanto os homens receberam, em média, R$ 4.332,88 — diferença de 28,4%.

Entre as trabalhadoras, 71 mil vagas são ocupadas por mulheres negras, o equivalente a 74,2% do total feminino nas grandes empresas do estado. Já entre os homens, 125 mil postos são ocupados por trabalhadores negros.

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Em nível nacional, o estudo aponta crescimento de 11% no número de mulheres empregadas entre 2023 e 2025, passando de 7,2 milhões para 8 milhões. Entre mulheres pretas e pardas, a alta foi ainda maior: 29%, com mais de 1 milhão de novas contratações formais no período.

Os dados nacionais indicam que, apesar da expansão das oportunidades, ainda é necessário avançar na equiparação salarial e em outros aspectos. “Quando nós defendemos a igualdade salarial, não estamos defendendo puramente aquele número nominal de valor do salário das mulheres e homens numa empresa. Nós estamos falando da função que essa mulher está, das condições de trabalho em que ela se encontra, dos direitos que ela já tem garantidos e que muitas vezes não são cumpridos”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

O relatório reforça que, apesar da ampliação de oportunidades, ainda há desafios para garantir igualdade de remuneração e ascensão profissional entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

“As mulheres ainda se ressentem muito de todos esses processos que as discriminam, que as inferiorizam, que as subalterniza por vários interesses e, principalmente, pela cultura ainda misógina, machista. A gente tem que trabalhar muito mais, tem que dialogar muito mais, tem que se juntar a todas as confederações, as entidades, as instâncias federativas”, completou a ministra.