Conclusão do trecho entre a Avenida do CPA e o Aeroporto Marechal Rondon segue prevista para o fim deste ano
O Governo de Mato Grosso oficializou uma nova prorrogação no contrato firmado com o Consórcio Integra BRT, empresa responsável pela implantação do sistema de ônibus de trânsito rápido entre Cuiabá e Várzea Grande. A alteração contratual acrescenta 150 dias aos prazos inicialmente previstos para a execução dos serviços e para a vigência do acordo. O termo aditivo foi publicado na edição da última quinta-feira (16) do Diário Oficial do Estado.
Com a mudança, o contrato permanecerá válido até 16 de fevereiro de 2027. Antes da alteração, o encerramento estava previsto para ocorrer após 485 dias de vigência, prazo que agora passa a ser de 635 dias.
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Já o cronograma de execução das intervenções também sofreu alteração. O período destinado às obras foi ampliado de 360 para 510 dias, fazendo com que a nova previsão de conclusão passe para 18 de novembro de 2026.
Na prática, o aditivo incorpora ao contrato o cronograma atualizado apresentado pelo Executivo estadual, permitindo que os trabalhos avancem oficialmente dentro dos novos prazos estabelecidos.
A formalização do novo calendário ocorre poucos dias depois de representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) comparecerem à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para prestar esclarecimentos sobre o andamento da obra.
Durante a audiência pública realizada na segunda-feira (13), técnicos da pasta afirmaram que o planejamento inicial precisou ser revisto após o início das intervenções. Segundo eles, manter o cronograma original significaria interditar simultaneamente vários trechos importantes das cidades, provocando impactos ainda maiores na circulação de veículos.
Por esse motivo, a execução passou a ocorrer de forma escalonada e em sintonia com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), estratégia que, de acordo com a equipe técnica, busca reduzir os transtornos à população durante a implantação do novo sistema.
Ainda conforme a apresentação, o projeto arquitetônico das 77 estações passou por alterações para receber melhorias estruturais. Os técnicos também informaram que o processo para aquisição da frota de ônibus elétricos segue em tramitação dentro do governo estadual.
Na mesma audiência, foi informado que a expectativa é concluir, até o fim deste ano, o trecho compreendido entre a Avenida do CPA, em Cuiabá, e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande. Já a construção do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa dependerá de uma licitação prevista para ocorrer somente em 2027.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, participou apenas do início da audiência pública. Após sua manifestação inicial, comunicou que deixaria o plenário para evitar um desgaste maior durante o debate, afirmando que, caso permanecesse na sessão, "iria enfartar".
Antes de sair, o secretário voltou a criticar o antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), relembrou problemas relacionados à obra e informou que os esclarecimentos aos deputados seriam prestados pelos integrantes da equipe técnica da Sinfra.
Mesmo com a saída do gestor, a audiência teve continuidade. O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) argumentou que a convocação aprovada pelo plenário previa a permanência do secretário durante toda a reunião.
Já o deputado Wilson Santos (PSD) saiu em defesa de Marcelo Oliveira. Durante o debate, afirmou conhecer a trajetória do secretário e disse que sua atuação na administração pública demonstra integridade, motivo pelo qual não haveria necessidade de comprovar sua idoneidade.