BRIGA PELO PODER

Dilemário entra na disputa pela Câmara e alerta para risco de crise como em Várzea Grande

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Dilemário entra na disputa pela Câmara e alerta para risco de crise como em Várzea Grande
O Vereador Dilemario Alencar durante uma entrevista a imprensa - Foto: Gláucio Nogueira

Vereador afirma que buscará apoio para construir uma Mesa Diretora de consenso e evitar conflitos institucionais

O vereador Dilemário Alencar (União Brasil) voltou a colocar seu nome na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028. Ao anunciar sua pré-candidatura, o parlamentar afirmou que pretende construir um projeto de consenso entre os vereadores e evitar que o Legislativo cuiabano enfrente conflitos semelhantes aos registrados em Várzea Grande, onde o relacionamento entre Câmara e Prefeitura tem sido marcado por constantes embates.

Segundo Dilemário, a disputa pelo comando da Casa já conta com outros dois nomes colocados: o vereador Ilde Taques (Podemos) e a atual presidente da Câmara, Paula Calil (PL), que busca viabilizar uma mudança no Regimento Interno para tentar permanecer no cargo.

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"Eu recoloco a minha candidatura à Presidente da Câmara Municipal de Cuiabá. E pelos nomes cogitados, então fica aí a candidatura do vereador Ildes Taques, a candidatura do vereador Dilemário e a candidatura da vereadora Paula Calil, que continua trabalhando para mudar o regimento interno da Câmara Municipal", declarou.

Nos bastidores, Paula Calil conta com o respaldo do prefeito Abilio Brunini (PL), apoio que acabou afastando Dilemário do grupo político que até então integrava. O vereador, que era considerado aliado da administração municipal, passou a ter uma relação mais distante com o Executivo após o início das articulações para a sucessão na Mesa Diretora.

Na corrida pela presidência, Dilemário também aparece em desvantagem em relação aos principais adversários. Enquanto ele ainda busca ampliar sua base de apoio, Paula Calil e Ilde Taques já reúnem, segundo as articulações políticas, entre 13 e 16 votos cada.

Apesar do cenário, o parlamentar defende que a prioridade da Câmara deve ser a preservação da harmonia institucional. Para ele, o acirramento das disputas internas pode comprometer o funcionamento do Legislativo e prejudicar a relação com a Prefeitura.

"Eu estou conversando isso com meus colegas. Está criando um clima de animosidade que a gente tem que parar agora, dar um freio de arrumação nessa situação, para não virar Cuiabá o que virou lá na Várzea Grande. Eu também não quero desarmonia, eu quero um parlamento independente, um parlamento que ajude a cidade, porque vocês acham que aquela briga que tem na Várzea Grande está ajudando a Várzea Grande? Não está", afirmou.

A disputa pela presidência da Câmara ganhou um novo desdobramento na quinta-feira (16). O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu a votação da proposta que pretendia alterar o Regimento Interno da Casa para permitir a recondução do presidente durante a mesma legislatura.

A iniciativa é defendida por Paula Calil, que pretende disputar um novo mandato à frente do Legislativo cuiabano.

A decisão liminar foi proferida pelo desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, ao acolher recurso apresentado pelo vereador Marcus Brito Júnior (PV), interrompendo temporariamente a tramitação da proposta.