DENÚNCIA CONTRA OFICIAL

Ex acusa tenente-coronel da PM de chantagem com vídeo íntimo, perseguição e violência psicológica em MT

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Ex acusa tenente-coronel da PM de chantagem com vídeo íntimo, perseguição e violência psicológica em MT

Mulher pediu medida protetiva e afirma ter sido intimidada após o fim do relacionamento; oficial também tem histórico de investigações envolvendo ameaças e homicídios

O tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, W.C.C., foi denunciado por uma ex-companheira pelos crimes de perseguição, injúria e violência psicológica. O caso ocorreu no dia 24 de junho, mas veio a público nesta quinta-feira (2). A mulher também solicitou medida protetiva de urgência, alegando temer por sua segurança em razão do cargo ocupado pelo oficial.

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima relatou que manteve um relacionamento casual com o policial entre outubro de 2025 e junho de 2026. Após o término, o tenente-coronel teria descoberto que ela havia se envolvido com outro homem durante o período em que os dois se relacionavam. Segundo a denúncia, a partir disso, ele passou a exigir que a ex gravasse um vídeo íntimo.

Ainda de acordo com o relato, o oficial teria afirmado que, caso ela não atendesse ao pedido, revelaria o relacionamento extraconjugal aos pais da vítima e à esposa do outro homem. A mulher recusou a exigência e respondeu que ele poderia contar os fatos aos familiares.

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Segundo o boletim, após a negativa, o tenente-coronel entrou em contato com os pais da vítima e também com a esposa do homem citado. Em seguida, mesmo bloqueado, teria continuado tentando contato por diferentes números de telefone, além de mensagens enviadas via PIX e WhatsApp. A ex-companheira afirma ainda que passou a receber ofensas constantes e termos depreciativos, situação que a fez se sentir perseguida e intimidada.

Diante da situação, ela procurou a Polícia Civil, registrou a ocorrência e pediu medidas protetivas de urgência, alegando receio por se tratar de um oficial da Polícia Militar.

O caso será investigado pela Polícia Civil. Até o momento, não há informação sobre manifestação da defesa do tenente-coronel a respeito das acusações.

Preso em 2019

O tenente-coronel já esteve envolvido em outros episódios de repercussão. Em 2019, quando ainda era major da Polícia Militar, ele teve a prisão preventiva decretada após ser acusado de ameaçar o promotor de Justiça Allan Sidney, responsável por denúncia contra o oficial. Na ocasião, a prisão foi posteriormente relaxada pela Justiça.

Na mesma época, o militar também respondia a processos relacionados a homicídios ocorridos durante o exercício da função policial. Em 2022, a Justiça Militar absolveu o policial em um processo no qual era acusado de constranger integrantes do Ministério Público.