Sem aceitar o resultado, governador alega divirgências em análises reais de pesquisador. Todos os parâmetros metodológicos foram seguidos de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral-TSE. Pesquisa sob o registro MT-06232/2026 é pública e pode ser solicitada diretamente no instituto
A nova rodada da pesquisa eleitoral divulgada pela Percent Brasil para o Governo de Mato Grosso provocou forte repercussão no cenário político estadual ao apontar pela opinição dos eleitores o vice-governador Otaviano Pivetta na terceira colocação na corrida ao Palácio Paiaguás. O levantamento mostrou o senador Wellington Fagundes na liderança, seguido por Jayme Campos, enquanto Pivetta aparece distante dos dois principais adversários.
No principal cenário estimulado apresentado pelo instituto, Wellington Fagundes registra 29% das intenções de voto, Jayme Campos aparece com 20,7% e Otaviano Pivetta soma 13,2%. Já no segundo cenário estimulado, Wellington chega a 30,8%, Jayme alcança 22% e Pivetta marca 14%. Os números consolidaram uma percepção que já vinha sendo debatida nos bastidores, o vice-governador ainda enfrenta dificuldades para transformar a força administrativa do atual governo em competitividade eleitoral consolidada.
A análise feita por pesquisadores e interlocutores políticos aponta que um dos principais obstáculos enfrentados por Pivetta está justamente em segmentos estratégicos do eleitorado, especialmente entre mulheres e servidores públicos. Segundo avaliações políticas construídas a partir dos levantamentos recentes, o vice-governador possui maior resistência em grupos ligados ao funcionalismo estadual, que demonstram desgaste com pautas administrativas e decisões econômicas tomadas ao longo da atual gestão. Entre mulheres, analistas apontam dificuldades de comunicação política e menor identificação emocional com o eleitorado feminino quando comparado a nomes tradicionais como Jayme Campos e Wellington.
Nos bastidores, pesquisadores avaliam que Pivetta ainda carrega uma imagem excessivamente técnica e administrativa, sem conseguir estabelecer forte conexão popular em setores decisivos da sociedade. Isso ajuda a explicar o fato de aparecer atrás de adversários com trajetória política mais consolidada e presença histórica no interior do estado.
Outro ponto que chamou atenção foi o índice de rejeição apresentado pela Percent Brasil. Embora Jayme Campos lidere a rejeição com 8,2%, Wellington Fagundes aparece com 5,6% e Pivetta registra 4,9%, o cenário mostra que o vice-governador ainda possui baixa consolidação eleitoral mesmo sem liderar a rejeição. Para analistas, isso significa que parte do eleitorado ainda não conhece profundamente sua candidatura, mas também não demonstra entusiasmo suficiente para colocá-lo entre os favoritos.
A repercussão da pesquisa também reacendeu o debate sobre a credibilidade das pesquisas eleitorais em Mato Grosso. Aliados do governo reagiram com desconforto aos números apresentados pela Percent Brasil, especialmente pelo impacto político negativo causado pelo terceiro lugar de Pivetta. Apesar das críticas, o instituto Percent Brasil vem ganhando espaço no cenário estadual e nacional, com mais de 95% de acertos nas últimas eleições, sendo nos estados de Mato Grosso e Goiás ao divulgar levantamentos frequentes e detalhados sobre a sucessão de 2024 e 2026.
A credibilidade da Percent Brasil passou a ser observada com mais atenção justamente porque os números divulgados pelo instituto encontram pontos de convergência com outros levantamentos recentes realizados no estado. Pesquisas de institutos como Veritá e Real Time Big Data também mostram Wellington Fagundes em posição competitiva e apontam dificuldades para Pivetta assumir protagonismo isolado na disputa.
Além disso, especialistas destacam que a metodologia apresentada pela Percent Brasil segue padrões tradicionais do mercado, com divulgação de cenários estimulados, espontâneos e índices de rejeição, cruzamento de informações entre perfil demográfico e voto, permitindo uma leitura mais ampla do comportamento do eleitor mato-grossense. O levantamento divulgado em maio reforçou ainda o elevado índice de indecisos, demonstrando que a eleição segue aberta, embora o impacto político do terceiro lugar de Pivetta tenha sido imediato dentro do grupo governista.