OPERAÇÃO EM ANDAMENTO

Delegado revela engrenagem de esquema: "Apostas ilegais eram promovidas nas redes sociais"

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Delegado revela engrenagem de esquema: "Apostas ilegais eram promovidas nas redes sociais"
Wilton Wagner Magalhães, Jéssica Orben Vasconcelos, Williane Vasconcelos e o marido, Erison Coutinho

A Polícia Civil de Mato Grosso detalhou como influenciadores digitais passaram a integrar um esquema milionário ligado a apostas ilegais e lavagem de dinheiro no estado.

Durante a deflagração da Operação Aposta Perdida, nesta quinta-feira (23), o delegado Rodrigo Azem Buchdid, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), explicou que o grupo usava as redes sociais como principal ferramenta para expandir o alcance das plataformas clandestinas.

“A investigação comprovou que o grupo, por meio das redes sociais, divulgava, promovia e intermediava essas apostas ilegais”, afirmou o delegado.

A operação cumpriu 34 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas, sequestro de imóveis e veículos, além da suspensão de atividades econômicas e retenção de passaportes. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. 

Entre os principais alvos estão os influenciadores Wilton Wagner Magalhães, Jéssica Orben Vasconcelos, Williane Vasconcelos e o marido, Erison Coutinho, apontados como integrantes de um núcleo familiar suspeito de estruturar o esquema.

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Luxo como estratégia

Segundo o delegado, o dinheiro obtido de forma ilícita era transformado em bens de alto valor e usado para sustentar uma imagem de sucesso nas redes.

"Com esses valores obtidos de forma ilícita, passavam a dissimular e ocultar com a aquisição de diversos imóveis, veículos e também ostentando uma vida de luxo com viagens ao exterior. Durante o transcorrer das buscas e apreensões, foram apreendidos valores em espécie, joias, dispositivos eletrônicos e também uma arma de fogo sem registro", explicou o delegado.

A ostentação, de acordo com a polícia, não era apenas aparência, fazia parte da estratégia para atrair novas vítimas.

Estrutura organizada

As investigações indicam que o grupo operava de forma estruturada, utilizando empresas de fachada e movimentações financeiras fragmentadas para dificultar o rastreamento dos valores.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, joias, aparelhos eletrônicos e até uma arma de fogo sem registro.

Investigação continua

O delegado destacou que o trabalho ainda está em andamento e deve avançar com a análise dos materiais apreendidos.

“A partir deste momento, as investigações continuam para que seja feita uma análise detalhada desses dispositivos eletrônicos e sejam apuradas todas as circunstâncias de todos os envolvidos de forma verticalizada, para que ao final do inquérito policial  sejam indiciados e respondam pelos seus crimes”, afirmou.

A Operação Aposta Perdida segue em andamento e novas fases não estão descartadas.