Ex-servidora denunciou tentativa de beijo sem consentimento e outras condutas consideradas invasivas; caso segue sob apuração; Polícia Civil e Corregedoria mantêm apurações em andamento
A Defensoria Pública de Mato Grosso decidiu exonerar Rogério Borges Freitas do cargo de 1º subdefensor público-geral após o avanço das investigações sobre denúncias de assédio moral e sexual envolvendo o defensor. O ato será publicado no Diário Oficial da próxima terça-feira (30), conforme informou a instituição.
Rogério já estava afastado cautelarmente desde 13 de maio por determinação da Defensoria Pública-Geral. Agora, com a exoneração da função de gestão, ele deixa oficialmente um dos principais cargos da administração da instituição, enquanto continuam as investigações nas esferas criminal e administrativa.
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A medida foi anunciada poucos dias depois de uma segunda mulher procurar as autoridades para denunciar supostos episódios de assédio. Em depoimento, a ex-servidora afirmou que o defensor teria tentado beijá-la à força dentro de um carro, além de fazer comentários frequentes sobre sua aparência física e manter contatos considerados invasivos, sem seu consentimento.
O caso se soma a outra investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá. Na primeira denúncia, uma servidora acusa Rogério Borges Freitas de importunação sexual, constrangimento ilegal e assédio moral durante o período em que trabalhou na Defensoria Pública.
As denúncias ganharam ainda mais repercussão após a divulgação de um áudio de uma reunião interna realizada em março deste ano. Na gravação, o defensor faz críticas à servidora e afirma que ela possuía "espírito faccioso", acrescentando que deveria "sentar, fazer o serviço e não comentar nada com ninguém". Durante o encontro, a mulher relatou que fazia tratamento psiquiátrico e psicológico em razão da situação vivida no ambiente de trabalho.
Em nota, a Defensoria Pública informou que a exoneração não encerra as apurações disciplinares, que continuam sendo conduzidas pela Corregedoria-Geral sob sigilo, em respeito ao devido processo legal.
A Polícia Civil também confirmou que os dois inquéritos seguem em andamento na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, responsável por investigar as denúncias apresentadas contra o defensor.