Demilson Nogueira atribui decisões sobre aquisições ao ex-secretário Amauri Monge e promete encaminhar eventuais irregularidades
O vereador Demilson Nogueira (PP), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação da Câmara Municipal de Cuiabá, afirmou que a investigação terá como prioridade apurar suspeitas de superfaturamento e irregularidades em aquisições realizadas pela Secretaria Municipal de Educação durante a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL). Apesar de reconhecer que as compras ocorreram na atual administração, o parlamentar declarou não acreditar na participação do chefe do Executivo nas possíveis irregularidades.
Durante entrevista nesta quinta-feira (22), Demilson explicou que a comissão pretende analisar denúncias já divulgadas pela imprensa, envolvendo contratações e compras que, segundo ele, podem ter causado prejuízos aos cofres municipais.
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"As aquisições feitas todas de forma grotesca, tranquilamente apontando superfaturamento, aquisição indevida, enfim, uma série de coisas que só trouxe prejuízo ao município de Cuiabá", declarou.
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Questionado sobre quem teria autorizado as despesas investigadas, o presidente da CPI afirmou que as aquisições foram realizadas durante a administração de Abilio, sob responsabilidade do secretário municipal de Educação, Amauri Monge.
"As compras foram feitas na gestão do prefeito Abilio e foram determinadas pelo secretário Amauri", afirmou.
Ao ser perguntado se Abilio tinha conhecimento das aquisições, Demilson disse acreditar que o prefeito não participou das supostas irregularidades. Como justificativa, mencionou que o próprio chefe do Executivo encaminhou denúncias aos órgãos de fiscalização.
"Eu creio que não, até porque quem denunciou tudo isso ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público foi o próprio prefeito Abilio. Então, se ele denuncia, com certeza ele não é partícipe", argumentou.
A declaração provocou questionamentos sobre a imparcialidade da investigação, uma vez que a comissão ainda não concluiu os trabalhos.
Confrontado com a possibilidade de estar antecipando uma conclusão favorável ao prefeito antes mesmo da apuração, Demilson negou que a CPI tenha descartado qualquer responsabilidade.
"Quem denuncia, com certeza, para mim não é partícipe. Agora, no entanto, no início da minha fala eu disse que isso será ao final apontado, se ele é partícipe ou não. Eu creio que não", respondeu.
O vereador ressaltou que a avaliação pessoal não impede que a comissão examine eventual participação de integrantes da administração municipal, inclusive do prefeito.
Segundo ele, caso sejam identificados elementos que comprovem responsabilidades, os resultados serão encaminhados às instituições competentes.
"Se ao final ficar provado isso, é tranquilo que os encaminhamentos para os órgãos de controle externo serão dados, não tem dúvida", assegurou.
Demilson afirmou que a CPI deverá reunir informações sobre as aquisições questionadas e identificar os responsáveis pelas decisões administrativas que deram origem às contratações.
A comissão também poderá encaminhar suas conclusões aos órgãos de controle, conforme os elementos obtidos durante a investigação.
O presidente da CPI não antecipou eventuais responsabilizações e afirmou que a definição sobre a participação de cada agente público dependerá do resultado das apurações.