Ulisses Rabaneda teve o escritório alvo de busca e apreensão durante investigação que apura suposto esquema envolvendo o Estado de Mato Grosso e a Oi
O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, está entre os alvos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (6). A investigação apura um suposto esquema envolvendo lavagem de dinheiro, uso de informação privilegiada e outras irregularidades relacionadas a um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi.
Como parte das diligências, agentes da Polícia Federal cumpriram um mandado de busca e apreensão no escritório de advocacia de Rabaneda, localizado no Edifício Top Tower, na Avenida do CPA, em Cuiabá.
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Reconhecido na advocacia mato-grossense, Ulisses Rabaneda passou a integrar o CNJ em fevereiro de 2025, após ser indicado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Após a operação, o conselheiro divulgou uma nota oficial para se manifestar sobre o caso. (Íntegra da nota abaixo).
“Em relação à diligência ocorrida no escritório de advocacia em que Ulisses Rabaneda atuava antes de se licenciar da profissão para assumir o cargo de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), importa esclarecer que sua relação com os fatos apurados decorre exclusivamente da sua atuação como advogado, em período anterior ao ingresso no CNJ.
Na ocasião, ele foi contratado para prestar serviços jurídicos nas tratativas que resultaram em acordo envolvendo crédito da companhia Oi S.A. perante o Estado de Mato Grosso, com atuação limitada ao exercício regular da advocacia.
Os honorários recebidos pela atuação profissional decorrem de regular contrato escrito e devidamente declarados."