DE OLHO NO MINISTÉRIO

Balbinotti integrará bancada do agro em fevereiro e segue cotado para Ministério da Agricultura

· 2 min de leitura
Balbinotti integrará bancada do agro em fevereiro e segue cotado para Ministério da Agricultura
Odilio Balbinotti Filho - Foto: Reprodução/Yasmin Silva

Empresário considera que a FPA poderá participar da escolha do próximo ministro, como ocorreu na indicação de Tereza Cristina

A possibilidade de assumir o Ministério da Agricultura em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) ganhou espaço nas articulações políticas envolvendo o empresário Odilio Balbinotti Filho (PL). Primeiro suplente do senador eleito José Medeiros (PL), ele confirmou que passará a participar, a partir de fevereiro de 2027, da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), grupo que reúne parlamentares ligados aos interesses do setor produtivo rural.

A entrada na bancada ruralista ocorre enquanto o nome do empresário é mencionado entre as possibilidades para comandar a pasta federal, caso Flávio vença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

Coordenador da campanha presidencial do PL em Mato Grosso, Balbinotti afirmou que sua participação na FPA será viabilizada por Medeiros, que conquistou uma das duas vagas do Estado no Senado.

“O Medeiros vai me colocar lá para representar dentro da FPA a nossa vaga de Senado. Ou seja, eu também sou membro, a partir de fevereiro”, declarou.

Segundo o empresário, a atuação na frente parlamentar permitirá acompanhar discussões relacionadas ao financiamento da produção agrícola, à oferta de crédito e aos investimentos em infraestrutura, considerados estratégicos para o agronegócio.

Além da participação nas pautas do setor, Balbinotti destacou a influência política da bancada na composição de governos, especialmente na escolha de nomes para o Ministério da Agricultura.

“E a Frente Parlamentar deve indicar, sim [ministro], como fez com a Tereza Cristina. A FPA deve ter uma força, sim, uma importância para a indicação”, afirmou.

A referência é à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que comandou o Ministério da Agricultura durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Sua indicação contou com o apoio da bancada ruralista.

A FPA reúne atualmente 345 integrantes, sendo 297 deputados federais e 48 senadores. Considerada uma das frentes mais influentes do Congresso Nacional, atua na articulação de propostas legislativas relacionadas à agropecuária e mantém interlocução com o Executivo federal.

Apesar de admitir que seu nome circula nas conversas sobre uma eventual equipe ministerial, Balbinotti ressaltou que não recebeu convite ou sondagem diretamente de Flávio Bolsonaro.

Conforme o empresário, a possibilidade foi levantada por lideranças políticas próximas ao seu grupo. Ele também reconheceu que outros representantes do setor podem ser considerados para o cargo.

Entre os nomes mencionados estão o deputado federal reeleito Pedro Lupion (Republicanos-PR), atual presidente da FPA, e a própria Tereza Cristina, que já esteve à frente do ministério.

A discussão sobre uma possível indicação de Balbinotti também está relacionada à importância econômica de Mato Grosso na produção agropecuária nacional e ao histórico de representantes do Estado que ocuparam cargos de destaque na área.

Carlos Fávaro (PSD), que não conseguiu a reeleição ao Senado, comandou o Ministério da Agricultura durante o atual governo Lula. Antes dele, o ex-governador Blairo Maggi esteve à frente da pasta entre 2016 e 2018, na administração de Michel Temer (MDB).

Outro mato-grossense que ocupou o ministério foi o ex-deputado federal Neri Geller, nomeado em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

A participação de políticos do Estado em ministérios ligados ao setor rural também inclui o ex-governador Dante de Oliveira, responsável pelo Ministério do Desenvolvimento e Reforma Agrária entre 1986 e 1987, na gestão de José Sarney.