Hipótese foi levantada pelo prefeito, mas ainda não foi confirmada pela Polícia Civil
O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), afirmou ter procurado o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para cobrar providências após o ataque sofrido pelo vereador Wesley Cláudio (Novo) e familiares dentro da própria residência, na madrugada desta segunda-feira (28).
A manifestação ocorreu depois de Wesley ser socorrido com ferimentos provocados durante as horas em que permaneceu sob o domínio de criminosos. Entre as lesões sofridas pelo parlamentar está a perda de parte da orelha direita.
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Nas redes sociais, o prefeito repudiou o episódio com a frase “Rondonópolis não aceita barbárie” e informou que havia tratado do assunto com o chefe do Executivo estadual.
Cláudio também comentou o caso durante entrevista à rádio 104 FM – Bom Dia Cidade. Na ocasião, relacionou a violência sofrida por Wesley à atuação política do vereador e disse acreditar que o episódio possa ter motivação política.
“O vereador é nosso líder na Câmara, ele era meu assessor quando eu ainda era deputado estadual. É um dos três assessores que foram eleitos vereadores e a gente, infelizmente, tem que estar lidando, chegamos a uma situação crítica de ter que conviver com a violência já dentro da política”, declarou.
A suspeita levantada pelo prefeito ainda não foi confirmada pela investigação. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou conclusão sobre a motivação do crime nem informou oficialmente que trabalha com a hipótese de ataque político.
Wesley e a família foram surpreendidos por dois homens armados que entraram na residência durante a madrugada. Os invasores passaram a exigir R$ 1 milhão e, diante da informação de que o vereador não possuía o dinheiro, iniciaram as agressões.
O parlamentar sofreu coronhadas na cabeça e teve parte da orelha direita cortada. A esposa dele também ficou ferida, apresentando lesões no pescoço e próximo ao olho. Um adolescente da família teve escoriações leves no rosto.
A violência também teria sido utilizada para pressionar Wesley a revelar onde estaria o dinheiro procurado pelos criminosos. Conforme relato feito pela cunhada do parlamentar, os invasores ameaçaram atingir o filho de 9 anos do vereador.
Ainda segundo a familiar, Wesley pediu que os criminosos não machucassem a criança e direcionassem as agressões contra ele. Foi nesse momento, de acordo com o relato, que parte da orelha do parlamentar teria sido cortada.
Depois de deixar a família, os suspeitos fugiram. Até a última atualização, ninguém havia sido preso.
A Polícia Civil permanece responsável pela investigação e deverá apurar tanto a autoria quanto a motivação do ataque, incluindo as circunstâncias que levaram os criminosos a exigir a quantia mencionada durante a invasão.