Após mais de 16 dias sem abastecimento, população afirma que solução apresentada pelo DAE-VG não resolveu o problema e irão voltar a bloquear trecho da Avenida Mário Andreazza
Moradores dos bairros José Carlos Guimarães, Jacarandá e Jequitiba de Campos retomaram, na tarde deste domingo (5), a manifestação na Avenida Mário Andreazza, após o abastecimento de água ser restabelecido por apenas cerca de 30 minutos e voltar a ser interrompido.
O protesto teve início pela manhã, quando moradores bloquearam um trecho da avenida para cobrar uma solução do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG). Segundo eles, a falta de água já dura mais de oito dias, afetando centenas de famílias.
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Ainda durante a manhã, uma equipe do DAE esteve no local, conversou com os manifestantes, avaliou a situação do abastecimento e realizou uma vistoria nos reservatórios que atendem a região. Na ocasião, os servidores iniciaram ações para reforçar o fornecimento de água aos bairros afetados.
Apesar da intervenção, os moradores afirmam que a água chegou às residências por apenas cerca de 30 minutos antes de o abastecimento ser novamente interrompido.
Em entrevista ao FTN Brasil, uma moradora relatou a frustração com a situação e afirmou que a comunidade voltou a ficar sem abastecimento pouco tempo depois da passagem da equipe do DAE.
"A água veio por uns 30 minutos e depois acabou de novo. A gente já não aguenta mais essa situação. São mais de oito dias sofrendo, sem conseguir fazer o básico dentro de casa. Por isso voltamos para a avenida, porque só promessa não resolve", desabafou.
À equipe do FTN Brasil, os moradores informaram que, após acompanharem o jogo da Copa do Mundo, irão retornar à Avenida Mário Andreazza para dar continuidade ao protesto. A decisão foi tomada após o abastecimento de água ser restabelecido por apenas cerca de 30 minutos e voltar a ser interrompido.
Os manifestantes afirmam que só irão desmobilizar o protesto quando o abastecimento for efetivamente normalizado e a água voltar às torneiras das residências. Segundo eles, promessas não são mais suficientes. Os moradores relatam que a falta de água, que já ultrapassa 16 dias, tem causado transtornos para atividades básicas do dia a dia, como cozinhar, limpar a casa e realizar a higiene pessoal.