Medida alcança processos físicos e eletrônicos, enquanto demandas urgentes continuam sendo atendidas pelo plantão judiciário
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu as atividades regulares do Poder Judiciário estadual nesta segunda-feira (21) depois que uma indisponibilidade na infraestrutura tecnológica deixou sistemas eletrônicos temporariamente inacessíveis. A medida também interrompe os prazos processuais e provoca o reagendamento de audiências e sessões previstas para o dia.
A determinação foi formalizada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. Conforme a Portaria TJMT/PRES nº 367/2026, a paralisação foi necessária para que as equipes técnicas realizassem uma manutenção emergencial na estrutura de tecnologia utilizada pelo Judiciário.
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Com as plataformas fora de funcionamento, ficaram comprometidos procedimentos administrativos e processuais que dependem do acesso eletrônico. A suspensão alcança processos físicos e digitais tanto da primeira quanto da segunda instância.
Os prazos que teriam início ou vencimento nesta segunda-feira foram prorrogados para o primeiro dia útil seguinte. Já as audiências e sessões de julgamento marcadas para a data deverão ser reagendadas pelas unidades responsáveis, que também deverão comunicar as partes e os respectivos advogados.
Apesar da interrupção do expediente convencional, o atendimento de situações consideradas urgentes ou inadiáveis continua funcionando. O plantão judiciário e os demais serviços essenciais também foram preservados.
Enquanto durar a indisponibilidade das plataformas digitais, demandas urgentes destinadas ao plantão poderão ser recebidas fisicamente ou por outros canais disponíveis. Posteriormente, com a normalização dos sistemas, os procedimentos deverão ser incluídos no ambiente eletrônico.
A Coordenadoria de Tecnologia da Informação do TJMT trabalha para restabelecer os serviços. A OAB de Mato Grosso também comunicou a advocacia sobre a suspensão do expediente e dos prazos nesta segunda-feira.
A reportagem do Folhamax atribui o problema a um ataque virtual e afirma que um comitê de crise teria sido formado no Tribunal para lidar com a situação. A informação sobre a origem do incidente, porém, não aparece na comunicação oficial reproduzida pela OAB-MT. Outra publicação desta segunda-feira registra que, até então, o TJMT não havia confirmado oficialmente que a indisponibilidade tivesse sido provocada por um ataque cibernético.