DECLARAÇÃO POLÊMICA

Após apoio a Pivetta, Emanuel prevê ataques contra Janaina e Wellington nas eleições

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Após apoio a Pivetta, Emanuel prevê ataques contra Janaina e Wellington nas eleições
O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro - Foto: Luiz Alves

Ex-prefeito afirma que escolha do União Brasil por Otaviano Pivetta repete estratégia usada em eleições anteriores e prevê ofensiva contra adversários

O ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) afirmou que a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o senador Wellington Fagundes (PL) devem passar a ser os principais alvos de articulações políticas do grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União) após a decisão do União Brasil de apoiar a pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso.

Na avaliação de Emanuel, a retirada do nome do senador Jayme Campos (União) da disputa estadual abre espaço para uma estratégia de enfraquecimento de possíveis adversários, com o objetivo de fortalecer o projeto político ligado ao atual grupo governista.

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“Agora vocês podem esperar: vai começar uma grande onda de bombardeio e ataques à reputação contra Wellington Fagundes. Duas novas vítimas estão na mira desse grupo, comandado por Mauro Mendes”, declarou.

Segundo o ex-prefeito, Janaina Riva seria a primeira adversária a sofrer pressão política. Para ele, a tentativa de desgaste da deputada teria relação com uma possível composição para colocar o deputado federal Fábio Garcia (União) como candidato a vice na chapa de Pivetta.

“O próximo alvo é Janaina Riva. Ela vai ser triturada porque eles precisam colocar Fábio Garcia como vice para abrir espaço e dar mais viabilidade para Virginia Mendes disputar uma vaga de deputada federal, além de resolver o mal-estar existente com a família de Fábio Garcia”, afirmou.

Emanuel também declarou que, após uma eventual ofensiva contra Janaina, o senador Wellington Fagundes seria o próximo nome a enfrentar ataques durante a disputa eleitoral.

“A hora que eles liquidarem a articulação de Janaina, dependendo do movimento de Pivetta, o próximo alvo será Wellington Fagundes. Ele pode ser vítima do que considero um dos ataques mais covardes contra a reputação de um homem público, semelhante ao que aconteceu comigo”, disse.

As declarações ocorreram após a convenção estadual do União Brasil, que decidiu apoiar Otaviano Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso. A decisão foi aprovada por 30 votos favoráveis e 19 contrários, deixando Jayme Campos fora da corrida ao Palácio Paiaguás.

Para Emanuel, o episódio repete uma estratégia semelhante à que, segundo ele, ocorreu nas eleições de 2022, quando sua esposa, Márcia Pinheiro (PV), disputou o Governo do Estado como representante da oposição ao grupo liderado por Mauro Mendes.

“Eu já venho alertando sobre isso há muito tempo. O outro lado trabalha pelo WO. Isso aconteceu em 2022 e só não se concretizou porque coloquei minha esposa para representar uma reação e uma oposição ao grupo que comandava Mato Grosso naquele momento”, afirmou.

Na avaliação do ex-prefeito, a ausência de Jayme Campos na disputa aumenta a possibilidade de uma eleição com menor número de candidaturas competitivas e fortalece o projeto de Pivetta.

“Eles querem preparar o terreno para uma candidatura de WO. É assim que eles jogam. A sociedade, em algum momento, vai perceber isso”, concluiu.