CASO RENATO NERY; VEJA OS VÍDEOS

Advogado da acusação diz que confissão de executor pode esclarecer pontos da investigação

· 2 min de leitura
Advogado da acusação diz que confissão de executor pode esclarecer pontos da investigação
O advogado Walmir Cavalheri, que atua na assistência de acusação - Foto: Victor Ostetti / MidiaNews

Segundo o assistente de acusação, eventual colaboração do réu poderá esclarecer lacunas da investigação e até influenciar na dosimetria da pena

O julgamento de Alex Roberto de Queiroz Silva, acusado de executar o advogado Renato Nery, começou nesta quarta-feira (15), em Cuiabá, sob a expectativa de que o réu possa revelar informações ainda desconhecidas sobre o planejamento do crime. A avaliação é do advogado Walmir Cavalheri, que atua como assistente de acusação no processo.

Para Cavalheri, uma eventual colaboração do acusado durante o Tribunal do Júri poderia contribuir para esclarecer circunstâncias que, segundo ele, permanecem sem resposta desde o início das investigações. O advogado afirmou que essa postura também poderia ser considerada pela Justiça no momento da definição da pena.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

Alex responde à acusação de ter efetuado os disparos que mataram Renato Nery em julho de 2024, quando a vítima chegava ao escritório localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

De acordo com o representante da acusação, as provas reunidas apontam que o executor recebeu aproximadamente R$ 110 mil pela participação no homicídio. A investigação, no entanto, indica que o valor combinado para a execução do crime seria de R$ 200 mil.

0:00
/2:38

Segundo Cavalheri, a movimentação financeira identificada ao longo do inquérito corresponde aos pagamentos já documentados, sem que tenham surgido indícios de outros repasses além daqueles já inseridos no processo.

O advogado também descartou a possibilidade de Alex assumir sozinho toda a responsabilidade pelo assassinato. Na avaliação dele, os elementos reunidos durante a investigação demonstram que o crime foi resultado de uma ação articulada e que o executor não teria atuado de forma isolada.

Conforme sustentado pelo Ministério Público, não há provas de que Alex tenha mantido contato direto com os supostos mandantes do homicídio, o que reforçaria a tese de que houve intermediários responsáveis por organizar toda a execução.

0:00
/0:37

Questionado sobre o andamento dos demais processos, Cavalheri afirmou que ainda não há previsão para os julgamentos dos outros acusados. Isso porque as defesas apresentaram recursos que deverão ser analisados pelas instâncias superiores antes da continuidade da ação penal.

Alex é o primeiro dos seis denunciados a ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o assassinato teria sido motivado por uma disputa envolvendo uma propriedade rural localizada no município de Novo São Joaquim. A acusação aponta que a atuação profissional de Renato Nery no processo contrariou interesses econômicos do casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi, apontados como mandantes do crime.

Ainda conforme a investigação, os dois teriam contado com o apoio dos policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira, acusados de estruturar o plano criminoso, providenciar a arma utilizada, contratar o executor e intermediar o pagamento pela execução.

Todos os denunciados permanecem presos preventivamente e também responderão pelo crime perante o Tribunal do Júri.