Polícia encontrou munições, uma faca e conteúdos sobre atentados durante operação em Nova Brasilândia
A Polícia Civil internou provisoriamente um adolescente de 16 anos investigado por ameaças de realizar um ataque contra uma escola estadual de Nova Brasilândia, a cerca de 200 quilômetros de Cuiabá. A medida foi cumprida neste sábado (12), após a investigação apontar a existência de elementos que, segundo os policiais, indicariam uma possível preparação para um ato de violência.
O caso chegou às autoridades depois que o adolescente passou a fazer ameaças direcionadas a estudantes da unidade de ensino. A investigação ficou sob responsabilidade da Delegacia de Chapada dos Guimarães, com apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A identidade da escola não foi divulgada.
No decorrer das diligências, os investigadores localizaram uma faca e munições que foram relacionadas ao contexto das ameaças. Também foram encontradas pesquisas feitas pelo adolescente na internet envolvendo armas, violência e ataques ocorridos em instituições de ensino.
Entre os conteúdos pesquisados estavam informações sobre episódios de violência registrados em escolas brasileiras, incluindo os casos de Realengo, no Rio de Janeiro, e Suzano, em São Paulo. A polícia também identificou buscas relacionadas a armamentos e conteúdos considerados de extrema crueldade.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
Outro elemento analisado pelos investigadores foi um vídeo no qual o adolescente aparece acompanhando um homem, ainda não identificado, durante o disparo de uma arma de fogo. Para a Polícia Civil, o registro levantou a possibilidade de que o jovem tivesse algum grau de familiaridade ou acesso a armamentos.
Além dos materiais apreendidos, a investigação apontou que as ameaças não teriam sido genéricas. Conforme os elementos reunidos pelos policiais, o adolescente teria mencionado a intenção de promover um ataque e apresentado detalhes sobre como pretendia agir.
Diante do conjunto de informações, a Polícia Civil avaliou que havia risco elevado de que as ameaças pudessem sair do campo das declarações e resultar em uma ação concreta. Por esse motivo, os investigadores solicitaram à Justiça a internação provisória do adolescente.
A medida foi fundamentada na gravidade dos fatos investigados, nos indícios reunidos durante a apuração e na necessidade de impedir eventual continuidade das ameaças ou a concretização de um ataque. A representação também levou em consideração a preservação da segurança do próprio adolescente e da comunidade escolar.
O jovem permanece submetido à medida determinada pela Justiça enquanto o caso continua sendo apurado pelas autoridades.