Prefeito diz que retirou vereadores por falta de alinhamento e muda nome do grupo para "Grupo de 12”
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que os vereadores excluídos do grupo de WhatsApp da base governista deixaram de integrar o grupo por não estarem acompanhando as decisões do Executivo. Ao comentar o episódio durante entrevista ao Conexão Poder, o gestor fez uma analogia com uma equipe de futebol e disse que não faz sentido manter no "time" quem não participa das partidas.
Segundo o prefeito, o grupo de mensagens reúne um grande número de integrantes, mas apenas aqueles que efetivamente atuam nas votações de interesse da administração devem permanecer.
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"Tem 250 pessoas dentro do grupo, mas o jogo é toda terça e você toda terça tem que ficar fazendo listinha para ver quem serão os 22 jogadores que vão estar lá. Chega o momento que o pessoal fala: se não for no jogo vamos tirar do grupo, se faltar três jogos vai sair do grupo e essa é uma decisão do grupo de futebol, porque a gente quer ter no jogo de futebol apenas as pessoas que vão jogar, porque depois a gente vai montar o time e não tem pessoas para jogar", comparou.
Na quinta-feira (16), Abilio retirou do grupo os vereadores Dilemário Alencar (União Brasil) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade). A medida foi tomada após ambos deixarem de votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, mesmo estando presentes na Câmara Municipal.
Após as exclusões, o prefeito também alterou o nome do grupo de WhatsApp. O antigo "Grupo de 14" passou a se chamar "Grupo de 12", em referência ao número de parlamentares que permaneceram na base de apoio.
As mudanças, no entanto, começaram dias antes. Na semana passada, outros seis vereadores também foram removidos do canal de comunicação: Alex Rodrigues (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Sargento Joelson (Podemos), Katiuscia Mantelli (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Dra. Mara (Podemos).
As exclusões ocorrem em meio ao aumento das tensões políticas no Legislativo municipal, impulsionadas pela disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, que tem provocado divisões entre parlamentares e desgaste na relação entre parte dos vereadores e o Palácio Alencastro.