Prefeito afirma que estudantes chegam a fazer o gesto do L para evitar supostos prejuízos acadêmicos
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e afirmou que eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) estariam escondendo suas preferências políticas por medo de represálias. O gestor também associou a legenda a uma suposta opressão política e alegou que estudantes chegam a fingir apoio ao presidente Lula (PT) para evitar prejuízos em escolas e universidades.
As declarações ocorreram durante uma entrevista, após o prefeito ser questionado sobre uma publicação atribuída a uma influenciadora petista, que teria orientado diaristas e motoristas a dizer aos patrões que votariam em Bolsonaro, mesmo pretendendo votar em Lula, já que o voto é secreto.
Abilio não confirmou ter assistido à gravação. Ao responder ao questionamento, reconheceu o sigilo do voto, mas direcionou suas críticas à esquerda, afirmando que apoiadores da direita também esconderiam suas escolhas eleitorais.
“O voto é secreto mesmo. Hoje, o que tem de bolsonarista mentindo para o faccionado, falando que vai votar no Lula e não vai, vai votar na direita, porque quer se ver livre da esquerda, quer se ver livre do PT, quer se ver livre das facções criminosas, quer se ver livre dessa opressão maligna que o PT representa”, declarou.
Vídeo: Daniel Brustolon Edição: Luana Ogiwara
O prefeito ampliou as críticas ao ambiente educacional e afirmou que estudantes favoráveis a Flávio Bolsonaro esconderiam suas posições políticas por receio de sofrer consequências nas avaliações escolares.
Segundo Abilio, haveria alunos que chegam a declarar apoio a Lula diante de professores para evitar a perda de pontos ou até mesmo uma reprovação.
“Tem muita gente na direita, muito eleitor do Flávio Bolsonaro que mente até para os seus professores dentro de sala de aula, mente para o professor na escola falando que vai votar no Lula só para o professor não tirar um ponto na nota, só para o professor não reprovar”, afirmou.
A situação, conforme o prefeito, também ocorreria nas universidades federais. Ele alegou que estudantes chegam a reproduzir o gesto conhecido como “faz o L” para demonstrar um apoio ao presidente que, segundo sua versão, não corresponde à verdadeira intenção de voto.
Abilio também sustentou que Flávio Bolsonaro teria recebido mais votos que Lula dentro de uma universidade federal. Entretanto, não identificou a instituição nem apresentou dados que sustentassem a afirmação.
Na sequência, o prefeito contestou a ideia de que trabalhadores precisariam esconder suas preferências eleitorais dos empregadores. Para ele, a relação entre empresários e funcionários envolve interesses comuns, especialmente a preservação dos empregos.
“Essa ideia da esquerda de falar que mente para o seu patrão é mentira, não funciona. O eleitor sabe qual é a dificuldade e sabe que, se o patrão fechar a empresa, fecha e o funcionário perde o emprego”, disse.
Ao concluir, Abilio afirmou que trabalhadores e empresários estariam unidos em torno da recuperação econômica do país.
“Está todo mundo junto trabalhando para o Brasil ser recuperado”, finalizou.
As afirmações sobre perseguição ideológica nas instituições de ensino e a associação entre o PT e facções criminosas são alegações feitas pelo prefeito durante a entrevista, sem apresentação de provas específicas que permitam confirmá-las.